A Convenção sobre os Direitos da Criança é o tratado mais amplamente aceito na história universal, assim como o mais abrangente dos instrumentos legais em favor da promoção e da proteção da criança. O documento foi adotado pela Assembleia Geral da ONU em 20 de novembro de 1989, entrou em vigor em 2 de setembro de 1990 e foi ratificada por 196 países, incluindo o Brasil. No último dia 20 de novembro, a Convenção Sobre os Direitos da Criança completou 30 anos de história.
Em primeiro lugar, nenhum direito estabelecido pela Convenção é mais importante do que o outro. Todos eles formam um conjunto de proteção integral da infância (aqui, considera-se como criança todo ser humano com menos de 18 anos de idade). O documento também prevê a garantia de todos os direitos da criança, independentemente de raça, cor, sexo, religião, opinião política, origem nacional, étnica ou social, posição econômica, deficiência física, nascimento ou qualquer outra condição da criança. Conheça alguns princípios estabelecidos pela Convenção:
Veja todos os direitos estabelecidos pela Convenção Sobre os Direitos da Criança.
A aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) em 1989 ocorreu em paralelo com uma discussão nacional sobre a nova legislação de infância brasileira, que viria se transformar no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por isso, o esforço da sociedade civil brasileira, com o apoio do UNICEF, foi de incorporar os parâmetros do texto internacional na legislação nacional. Veja os principais avanços e desafios do Brasil nas categorias de direitos da criança previstos pela Convenção:
Nos últimos 30 anos, os governos municipais, estaduais e federal implementaram diversas leis e programas voltados à proteção dos direitos de crianças e adolescentes e em sintonia com a Convenção sobre os Direitos da Criança. Ainda assim, o País enfrenta muitos desafios nessa área. Confira alguns dados:
O cenário de violência contra crianças e adolescentes não apresentou grande melhoria nas últimas décadas (alguns dados tiveram piora significativa):
Embora tenha havido avanços consideráveis no que diz respeito aos direitos decrianças e adolescentes no Brasil desde a ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) pelo país, ainda há índices alarmantes de violência contra meninas e meninos, especialmente de violência sexual: hoje, a cada 15 minutos, uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual no Brasil.
Para contribuir no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, é muito importante conhecer o problema;identificar sinais de uma possível situação de abuso ou exploração sexual e, principalmente, denunciar qualquer situação de violação dos direitos de meninas e meninos. Confira, na íntegra, o relatório de 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança.