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O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro
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Crianças e Adolescentes (Guia Referência)
Tráfico de Pessoas
Desde 2022, aChildhood Brasildesenvolve conteúdo próprio e também contribui para publicações e pesquisas relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes. Algumas destas pesquisas deram origem aoPrograma Na Mão Certae têm permitido avaliar a evolução do problema ao longo dos últimos anos.
Conheça as principais publicações:
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – 4ª Edição
Este estudo, realizado a cada 5 anos, é um importante instrumento de informação sobre a efetividade do Programa Na Mão Certa nas estradas, ao investigar…
Mapear
Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras Edição 2023 | 2024
A 10ª edição do Projeto MAPEAR traz o levantamento de pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) nas rodovias federais, no biênio…
Soluções & Ferramentas
Projeto Soluções & Ferramentas – Versão 1.0
Publicação para empresas participantes qualificarem a atuação no Programa Na Mão Certa. O objetivo é desenvolver caminhos para o enfrentamento da ESCA pelo engajamento de…
Direitos Humanos & Empresas
Avaliação de Impacto em Direitos Humanos
O que as empresas devem fazer para respeitar os direitos de crianças e adolescentes.
Crianças e Adolescentes
Guia de Referência: Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual Redes de Proteção Guia de Referência – 4ª Edição
É uma publicação rica em referências sobre a temática da violência sexual contra crianças e adolescentes, com propostas práticas e atividades de atuação para diferentes…
Tráfico de Pessoas
Mapeamento do Tráfico de Pessoas no Brasil – Vol. 3
Esta pesquisa reúne dados nacionais sobre o contexto em que ocorre a exploração sexual de crianças, adolescentes e pessoas adultas, e sua correlação com o…
Subpáginas 1 Pesquisas e Publicações
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro
A pesquisa “O Perfil do Caminhoneiro no Brasil” é um importante instrumento de informação sobre a efetividade doPrograma Na Mão Certanas estradas. Realizada a cada cinco anos desde 2005, primeiro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, desde 2010, pela Universidade Federal de Sergipe, ela tem o objetivo de investigar como é a vida do caminhoneiro brasileiro e, qual a sua relação com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – 4ª Edição
Este estudo, realizado a cada 5 anos, é um importante instrumento de informação sobre a efetividade do Programa Na Mão Certa nas estradas, ao investigar…
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – Edição 2015
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – Edição 2010
Realizada para a Childhood Brasil com patrocínio do Instituto Arcor Brasil,Fibria e MAN Latin America, a pesquisaO Perfil do Caminhoneiro Brasileiro 2010confirma que os profissionais…
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – Edição 2005
Esta pesquisa foi realizada em 2005 nas principais rodovias brasileirase traça um amplo perfil do caminhoneiro brasileiro. Conduzida pelo programa de pós-graduação em psicologia da…
O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – 4ª Edição
A pesquisa “O Perfil do Caminhoneiro no Brasil” é um importante instrumento de informação sobre a efetividade doPrograma Na Mão Certanas estradas. Realizada a cada cinco anos desde 2005, primeiro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, desde 2010, pela Universidade Federal de Sergipe, ela tem o objetivo de investigar como é a vida do caminhoneiro brasileiro e, qual a sua relação com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.
Este perfil está em transformação. A série histórica mostra um aumento do percentual de evangélicos, conforme tendência da população geral no Brasil; o “envelhecimento” dos profissionais, puxado especialmente pela categoria de autônomos – que em sua maioria não tem planos de aposentadoria ou não contribuiu no início da profissão, elevando a idade de parada; e uma queda da renda real do profissional – atualmente de 2,9 salários-mínimos, que era de 4,55 em 2015 e 5,77 em 2010.
Além disso, o conservadorismo se destaca, acompanhado de indicadores de machismo, com alto grau de concordância para questões como pena de morte, porte de arma e redução da maioridade penal. Isso reflete nos posicionamentos sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA), já que o caráter punitivo como forma de resolução da ESCA se destaca em relação ao educativo.
A pesquisa também traz elementos importantes sobre como o aumento do acesso à internet impacta na relação do trabalho dos caminhoneiros e na exploração sexual de crianças e adolescentes. Atualmente, 82% dos profissionais usam o celular quando param na estrada; em 2005, o percentual era de 32%.
Exploração sexual de crianças e adolescentes – ESCA
Um dos maiores destaques da pesquisa foi a diminuição significativa do relato de envolvimento com a exploração sexual de crianças e adolescentes. Entre os dados que amparam esta percepção está a afirmação direta de que 90% dos pesquisados não fizeram sexo com esse grupo específico nos últimos cinco anos. Em 2015, 87% responderam afirmativamente à mesma questão e em 2005 apenas 63% afirmavam não terem feito sexo com crianças e adolescentes nos últimos cinco anos.
Sobre o envolvimento próprio com comércio sexual e exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA), 20,5% concordaram com a afirmativa “Eu costumo sair com prostitutas” e 7,2% concordaram com “Acho que alguma prostituta com quem saí tinha menos de 18 anos”. Os índices mostram uma queda em relação a 2015, quando 26,4% relataram costumar sair com prostitutas e 12,7% achavam que alguma delas tinha menos de 18 anos. E mais de 60% relatam que ainda conseguem testemunhar situações de exploração sexual nas estradas, especialmente do Norte e Nordeste.
Ainda 43% disseram que foram abordados diretamente para fazer um programa sexual com criança ou adolescente, sendo que em 36% dos casos, um adulto ofereceu o programa com a criança. Ainda houve aumento de meninos envolvidos no comércio do sexo, especialmente na condição de transexuais e travestis. O estudo mostraque 6,7% das ofertas de programa sexual com crianças e adolescentes ocorreu pela internet – um sinal de que pode estar em curso a migração da mediação da exploração para o ambiente digital.
“Um dos resultados mais importantes para nós é a redução de relato de envolvimento de caminhoneiros com a exploração sexual na série histórica. Em 15 anos deProgramae de monitoramento desta questão, esta redução é um fato a celebrar. No entanto, a pesquisa traz algumas pistas de que com o advento e a democratização dos dispositivos móveis e do acesso à internet, a dinâmica da exploração sexual está mudando. A pesquisa sugere que a exploração sexual pode estar migrando para o ambiente online – o que reduz a presença de crianças e adolescentes nas estradas e impõe outros desafios para seu enfrentamento”, afirma Eva Dengler, gerente de programas e relações empresariais daChildhood Brasil.
Outro ponto importante do levantamento é que grande parte dos caminhoneiros tem conhecimento a respeito de leis e serviços de proteção às crianças e adolescentes. No entanto, esse entendimento é muito maior entre os caminhoneiros das empresas participantes doPrograma Na Mão Certa. No caso dos trabalhadores dessas empresas, 94,3% conhecem campanhas contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, enquanto o índice é de 60% no grupo geral.
Rotina na estrada
Em relação ao tempo que os caminhoneiros passam na estrada e o período de espera por carga, em 2021, na amostra aleatória, os motoristas relataram uma média de 21,94 dias a cada viagem. Os dias ociosos ou a espera tem sido associada a um aumento de chances de envolvimento em situações de risco.
Entre as atividades mais realizadas enquanto estão parados, esperando por carga ou descansando na viagem, estão: usar o celular, usar a internet, dormir, conversar com os amigos, conhecer a cidade, ver TV, ler, beber e fazer sexo. Em 2021, fazer sexo ficou em 9º lugar. Em 2015, estava em 5º.
As demandas dos profissionais continuam sendo por questões básicas, como banheiros e comida. Destaca-se a grande e crescente demanda por internet – 94,4% dos caminhoneiros indicaram a necessidade de banheiros limpos; 88,8% comida barata; 83,2% comida boa; 71,6% internet/Wi-Fi.
“O fato de que não houve melhorias no setor e na qualidade de vida nas estradas é um fator preocupante. Fica evidente que os problemas nas estradas são os mesmos e permanecem sem solução. Aliada a isto, percebemos uma maior vulnerabilidade dos caminhoneiros autônomos em relação aos que são vinculados as empresas. O que faz com o que esses últimos estejam menos suscetíveis ao envolvimento e testemunho de exploração sexual de crianças e adolescentes”, reforça o professor da UFS, Elder Cerqueira-Santos, coordenador da pesquisa.
Maiores problemas da profissão
Em 2021, a maioria dos caminhoneiros (85,1%) citou a insegurança/violência nas estradas; 83,6% o alto custo dos combustíveis; 78,7% a má qualidade das estradas; 72,0% ficar longe da família; 65,3% a baixa remuneração; 60,4% o risco de acidentes; 55,2% a falta de cuidados de saúde; 48,5% a falta de atividade física; 34,3% jornada de trabalho pesada; 34,0% problemas com a PRE; 28,0% a falta de comunicação/internet e 25,4% problemas com a PRF.
Destaca-se o aumento das queixas sobre insegurança e violência, assim com a má qualidade das estradas. Além disso, a queixa sobre o preço do combustível foi destacada em 2021. Os motoristas demostraram alta insatisfação nos últimos anos, configurando o que eles denominaram como “abandono” do setor, pois não percebem melhorias nas estradas em obras e classificam o preço do combustível como impraticável.
Presença feminina
Esta edição teve um questionário especialmente pensado para as mulheres caminhoneiras. Apesar do baixo percentual de caminhoneiras ouvidas na pesquisa, trata-se da primeira iniciativa de ouvir essas profissionais que tem ampliado sua participação em uma atividade tradicionalmente ocupada por homens nas estradas do Brasil.
O levantamento aponta que as mulheres ouvidas relataram ter estabelecido boas relações com colegas e funcionários dos locais de parada, carga e descarga. Outro destaque é que elas relatam que a presença feminina nos locais não é totalmente estranha ou nova, pois há funcionárias mulheres nos locais de parada e também a presença das esposas dos caminhoneiros, com quem as caminhoneiras relatam ter ótima relação.
Sobre as questões de comércio do sexo e exploração sexual nas estradas, as mulheres entrevistadas relataram um cenário similar ao informado pelos homens: presença do comércio do sexo e sabem da existência da exploração que envolve crianças e adolescentes. No entanto, como as rotas e locais de parada são mais limitados, elas relatam ter pouco contato com os ambientes mais vulneráveis. As mulheres dizem perceber que a presença feminina limita a abertura dos homens para atuação ou até conversas sobre estas questões.
Para esta edição da pesquisa “O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro” foram entrevistados 268 motoristas de caminhão em diversas cidades do Brasil, sendo 215 de forma aleatória e 53 de um grupo de controle de empresas participantes doPrograma Na Mão Certa. Assim como nas edições anteriores, foi considerada a estimativa de que o Brasil possui cerca de 2 milhões de caminhoneiros, aplicado uma margem de erro de 10% e nível de confiança de 90%.
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O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – Edição 2010
Realizada para a Childhood Brasil com patrocínio do Instituto Arcor Brasil,Fibria e MAN Latin America, a pesquisaO Perfil do Caminhoneiro Brasileiro 2010confirma que os profissionais estão mais conscientes sobre a gravidade do problema de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.
A pesquisa foi conduzida pelo núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe em parceria com o núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob coordenação do Prof. Dr. Elder Cerqueira-Santos, que também integrou a equipe do estudo desenvolvido em 2005.
Com o propósito de atualizar os dados sobre o perfil do caminhoneiro aferidos no estudo anterior, foram entrevistados 343 caminhoneiros entre junho e setembro de 2010 em sete cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Itajaí (SC), Cubatão e Santos (SP), Belém (PA), Natal (RN) e Aracaju (SE). Nesta nova versão, a pesquisa contou com um grupo de controle composto por participantes vinculados a empresas signatárias do PNMC.
“Os resultados da pesquisa comprovam que estamos no caminho certo para ampliar a rede de proteção de crianças e adolescentes da exploração sexual nas rodovias brasileiras, com a soma de esforços do poder público, das empresas signatárias e dos próprios caminhoneiros”, destaca Rosana Junqueira, Coordenadora doPrograma Na Mão Certa.
Um dos dados mais significativos é a diminuição no número de adultos envolvidos no sexo com crianças e adolescentes. Quando questionados se já saíram com crianças ou adolescentes, 82,1% dos entrevistados disseram que não, contra 63,2% em 2005.
A pesquisa mostrou também que os caminhoneiros estão mais conscientes em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes: em 2010, 37% disseram saber que essa prática é errada, enquanto em 2005 apenas 20,8% responderam dessa forma.
Também houve um aumento no número de motoristas que já utilizaram o Disque-Denúncia: 4,9% em 2010, contra 1,3% em 2005. No levantamento anterior, apenas 12,1% disseram já ter dito algum contato com campanhas contra exploração sexual de crianças e adolescentes; em 2010, esse percentual praticamente triplicou, subindo para 30,4%.
Quando se compara o grupo de entrevistados em 2010 com o grupo de controle, os dados são também significativos, apontando para uma possível efetividade da implementação do programa de intervenção nas empresas. O grupo de controle apresenta maior acuidade na percepção do problema e conhece mais os serviços de proteção (87% conseguem apontar o problema entre os colegas e 94% conhecem o número do Disque-Denúncia).
O nível de escolaridade registrou um pequeno aumento, sendo que 34,4% têm ensino fundamental incompleto (contra 34% em 2005), 24,6% fundamental completo (contra 23,9%) e 25,4% médio completo (contra 19,7%). Este dado, juntamente com outras questões qualitativas, aponta para a maior profissionalização da área.
O risco de acidentes, a insegurança e a violência continuam sendo os maiores problemas enfrentados na profissão, mas também são apontados fatores como distância da família, má qualidade das estradas e baixa remuneração.
“Os resultados podem ser encarados como positivos, uma vez que mesmo enfrentando problemas parecidos com os de cinco anos atrás, a categoria apresenta sinais de maior profissionalização da área”, afirma o coordenador do estudo, Prof. Dr. Elder Cerqueira-Santos. “Todo o estudo indica que a estratégia da informação no enfrentamento da ESCA pode ser uma receita de sucesso”.
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O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro – Edição 2005
Esta pesquisa foi realizada em 2005 nas principais rodovias brasileirase traça um amplo perfil do caminhoneiro brasileiro. Conduzida pelo programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com aChildhood Brasil, apresenta um levantamento sobre quem são e como vivem os caminhoneiros em atividade no Brasil.
Responsáveis pelo transporte de mais de 60% de toda a carga movimentada no país, esses profissionais passam a maior parte da vida deles na boleia do caminhão.
O objetivo do estudo é conhecer o caminhoneiro e obter dele, dentre outras informações, como se relaciona com a temática da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias, já que está diretamente exposto ao problema em praticamente todas as estradas por onde passa.
Os resultados aqui apresentados subsidiam as ações doPrograma Na Mão Certa, idealizado pelaChildhood Brasile que busca mobilizar a sociedade para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.
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Mapear
O MAPEAR é um trabalho realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) que desde 2009 tem a parceria técnica daChildhood Brasil.A cada dois anos, traz dados relativos aos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) nas rodovias federais de todo o País. Pontos vulneráveis são aqueles que possuem características que podem aumentar ou reduzir os riscos de ocorrência da ESCA.
Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2023 | 2024
A 10ª edição do Projeto MAPEAR traz o levantamento de pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) nas rodovias federais, no biênio…
Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2021 | 2022
Trabalho realizado a cada dois anos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Childhood Brasil, para levantamento de dados sobre pontos vulneráveis à…
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Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2019 | 2020
Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2017 | 2018
Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2013 | 2014
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Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2011 | 2012
Foi lançado no dia 18 de maio o mapeamento 2011-2012dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras. A elaboração…
Mapeamento dos pontos vulneráveis a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2009 | 2010
Existem atualmente no país 1.820 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais,segundo pesquisa realizada pela Polícia Rodoviária Federal, com apoio…
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Guia de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras – Edição 2007 | 2008
Produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF),oGuia para a Localização dos Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual Infanto-Juvenil…
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Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2023 | 2024
A 10ª edição do Projeto MAPEAR traz o levantamento de pontos vulneráveis de exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA) nas rodovias federais, no biênio 2023/2024.
Nesta ediçãoforam mapeados 17.687 pontos vulneráveisà ESCAem rodovias federais,representandoaumento de 83,2%na comparação como biênio anterior(9.653 indicações).
Esse aumento significativo e positivo é resultado denova tecnologiautilizada no mapeamento, com um aplicativo dedicado,que facilitou a localização e agilizou os registros, além de demonstrar uma maior presença e atuação da PRF.
Ospontos vulneráveisreúnem,entre outros locais, estabelecimentos comerciais, hotéis, motéis e postos de combustíveis às margens das rodovias federais, classificadosem quatroníveis:
– Críticos:807 (4,6%)
– Alto Risco:2.566 (14,5%)
– Médio Risco:5.237 (29,6%)
– Baixo Risco:9.077 (51,3%)
A RegiãoNordestetemmais pontos vulneráveis, 6.532, seguida das regiõesSudeste (5.041), Sul(2.474), Centro-Oeste(2.210), e Norte(1.430).
OscincoEstadoscom maiornúmero depontos são: Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina, Bahia e Rio de Janeiro.Emrelaçãoàs rodovias,aBR-116concentra omaior número de pontos vulneráveis(2.398), seguida daBR-101(1.533).
Para mais informações faça o download ou acesse: https://bit.ly/10mapear
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Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2021 | 2022
Por meio de um acordo de cooperação técnica entre a Polícia Rodoviário Federal (PRF) e aChildhood Brasil, oPrograma Na Mão Certaapoia a realização doProjeto MAPEAR, iniciativa pioneira e única no Brasil para o levantamento bienal de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA), nas rodovias federais. Georreferenciados, estes pontos direcionam a inteligência e as operações da PRF para atuar antes que crimes ocorram.
O MAPEAR é realizado pela PRF desde 2009, por meio de uma metodologia científica. A cada edição, o estudo vem ganhando mais qualidade e precisão e, também, mais engajamento dos policiais rodoviários. Além disto, o MAPEAR tem sido utilizado por outros órgãos públicos, como Ministério Público do Trabalho, Conselhos Tutelares e serviços da rede de proteção de crianças e adolescentes para uma atuação local mais efetiva e, também, para a elaboração de propostas de políticas públicas para enfrentar a ESCA.
O MAPEAR tem outros parceiros, como o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, que contribuem para o seu avanço, assim como a colaboração voluntária das empresas participantes doPrograma Na Mão Certa que, ao longo dos anos, têm apoiado o estudo com informações sobre o dia a dia dos caminhoneiros e as rotas que envolvem as rodovias federais. Este movimento incentivado peloProgramademonstra o potencial da atuação intersetorial na proteção de meninas e meninos.
Os dados do MAPEAR permitem aoPrograma Na Mão Certaaprofundar o conhecimento sobre os fatores de risco que se destacam nas rodovias, ainda mais porque casos de exploração sexual de crianças e adolescentes podem estar relacionados a outros tipos de crimes, como o roubo de carga, tráfico de pessoas e drogas.
Para as empresas participantes doPrograma Na Mão Certa, o MAPEAR é uma ferramenta estratégica, pois orienta a mitigação de riscos de ocorrência de ESCA em operações de transporte de carga e de logística, incluindo indicação de rotas de viagem, sempre sob total sigilo e confidencialidade em relação à localização dos pontos. Na prática, as empresas podem orientar motoristas sobre pontos de parada e descanso e, em outra frente, promover ações com os municípios nos quais atuam, a partir dos pontos vulneráveis.
Os principais indicadores da 9ª e mais recente edição do MAPEAR, realizada no biênio 2021/2022 são:
Pontos vulneráveis são aqueles que apresentam em suas características fatores que podem aumentar ou diminuir o risco de ocorrência de ESCA. Assim, lidar com os pontos a partir dos seus diferentes níveis de vulnerabilidade apresentados pelo MAPEAR permite ao gestor operacional da PRF aplicar a ação adequada de forma assertiva, o que torna o estudo fundamental para o planejamento das ações que visam a proteger crianças e adolescentes.
Na comparação dos dados desta edição com a do biênio anterior, na qual foram mapeados 3.651 pontos, houve um aumento de 266,91% no número total de pontos. E isto possibilitará a ampliação das ações nas rodovias federais além do planejamento de operações mais alinhadas às demandas de cada local.
Além disto, a realização de ações cada vez em maior escala nos últimos anos foi fator determinante para a redução do percentual de pontos críticos, os quais representavam 12,9% do total de pontos no biênio anterior, passando a representar 6,5% no atual mapeamento. Vale ressaltar que os pontos críticos são os de maior interesse operacional, pois reúnem os maiores fatores de vulnerabilidade em uma rodovia federal.
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Mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2011 | 2012
Foi lançado no dia 18 de maio o mapeamento 2011-2012dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras. A elaboração do documento tem o apoio daChildhood Brasile é conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com participação da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A abertura dos dados do estudo foi o destaque da série de solenidades e eventos ocorridos nesta data em Brasília, como parte da campanhaFaça Bonito. Proteja nossas Crianças e Adolescentes, promovida pelo Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com o apoio da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Foram identificados 1.776 pontos vulneráveis em rodovias federais de todo o Brasil. Deste total, 38,9% (691) são considerados pontos críticos. Na comparação com a pesquisa referente aos anos de 2009 e 2010, houve uma redução do número de pontos críticos (924 na pesquisa anterior).
A PRF considera como pontos vulneráveis ambientes ou estabelecimentos em que os agentes da polícia encontram características como: falta de iluminação, presença de adultos se prostituindo, falta de vigilância privada, aglomeração de veículos em trânsito e consumo de bebida alcoólica. Entre os pontos vulneráveis, há aqueles onde já foram confirmados os casos de exploração sexual de menores e aqueles em que há indícios ou denúncias.
O estado que concentra a maior quantidade destes pontos é Minas Gerais, com 252, seguido por Pará, com 208; Goiás, com 168; Santa Catarina, com 113; e Mato Grosso, com 112. No comparativo regional, o centro-oeste reúne o maior número de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes: 398. Outros 371 estão no nordeste, o segundo, seguido pelo norte (333), sudeste (358) e sul (316). Entretanto, apesar de a região centro-oeste apresentar o maior número absoluto de pontos vulneráveis, quando cruzamos o quantitativo de pontos com a extensão da malha viária federal, temos que a região norte possui a maior densidade de pontos (1 ponto a cada 17,99 km), seguida pela centro-oeste (1 ponto a cada 23,99 km), sul (1 ponto a cada 33,47 km), sudeste (1 ponto a cada 38,33 km) e nordeste (1 ponto a cada 48,77 km).
O gerente de programas daChildhood Brasil, Itamar Gonçalves, destaca a importância deste estudo no subsídio de iniciativas sustentadas visando a garantia de perspectivas para as crianças brasileiras. “Este trabalho representa um reforço para a elaboração de políticas públicas e ações integradas da sociedade civil e do setor empresarial para o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.”
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Mapeamento dos pontos vulneráveis a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras
Edição 2009 | 2010
Existem atualmente no país 1.820 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais,segundo pesquisa realizada pela Polícia Rodoviária Federal, com apoio daChildhood Brasil, da Secretaria de Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada durante o 4º Encontro Empresarial Na Mão Certa, no dia 06 de outubro, em São Paulo.
Os cinco estados com maior índice de exploração nas estradas são justamente os que detêm as maiores malhas viárias. Juntos, esses estados possuem 45,7% dos pontos, sendo Bahia e Paraná detentores de 24,9% do total de pontos críticos.
Os pontos vulneráveis estão muitas vezes relacionados com a circulação de caminhoneiros, sendo que parte deles pode agir como facilitadores ou clientes da exploração sexual de crianças e adolescentes, o tráfico de drogas e a prostituição adulta, de acordo com a pesquisa. A ausência de vigilância privada aliada à falta de repressão de práticas ilícitas influencia a predominância da utilização de crianças e adolescentes neste mercado.
De acordo com o estudo, a exploração sexual de crianças e adolescentes ocorre com maior frequência nos corredores de escoamento de riquezas e em estradas que ligam regiões mais desenvolvidas a outras menos desenvolvidas. Os dados apontados pelo mapeamento são importantes para elaborar planos de ação coordenados de enfrentamento e prevenção envolvendo os diferentes setores, bem como para o planejamento de políticas públicas.
Este ano, por decisão estratégica, não serão informados os locais exatos, nem detalhes sobre os pontos de risco nas rodovias. “Nossa experiência mostra que a divulgação indiscriminada dos resultados dos locais específicos de exploração faz com que os mesmos migrem para outros pontos, inviabilizando a realização de ações de responsabilização”, afirma Rosana Junqueira, Coordenadora de Programas daChildhood Brasil.
A pesquisa vem sendo aprimorada a cada ano, tornando-se mais precisa para o enfrentamento a este crime. A edição 2009/2010 do mapeamento foi feita com uma nova metodologia, que padroniza a coleta de dados em todos os postos da Polícia Rodoviária Federal, com critérios objetivos e recursos informatizados. O novo método poderá ser utilizado nas futuras edições e permitirá que o mapeamento seja aplicado nas rodovias estaduais.
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Guia de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras – Edição 2007 | 2008
Produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF),oGuia para a Localização dos Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual Infanto-Juvenil ao Longo das Rodovias Federais Brasileirasé uma das mais importantes referências para a identificação dos pontos de risco, o enfrentamento do problema e o desenvolvimento de políticas públicas.
O guia é o resultado do mapeamento de 1819 pontos vulneráveis à exploração, trabalho realizado pelas 21 Superintendências e cinco Distritos Regionais da PRF, ao longo de sessenta rodovias federais.
Esta é a quarta edição da pesquisa, realizada desde 2004. “Este levantamento representa uma importante ferramenta para subsidiar ações de repressão e para a formulação de políticas públicas voltadas para o enfrentamento dessa prática criminosa”, escrevem na apresentação do trabalho o Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, e o Diretor Geral do Departamento de Polícia Federal, Helio Cardoso Derenne.
Segundo o estudo, a divulgação do mapeamento, feita no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), contribui para qualificar ainda mais a mobilização e atuação dos poderes públicos e da sociedade civil organizada nesta luta. Ainda segundo o texto de apresentação, o estudo “comprova que a promoção e a defesa dos direitos das crianças e adolescentes estão inseridas na agenda de trabalho da Polícia Rodoviária Federal, grande parceira no combate às violações dos direitos humanos no Brasil”.
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https://namaocerta.org.br/series/solucoes-ferramentas/
Soluções & Ferramentas
Esta publicação orienta empresas participantes a qualificarem a atuação noPrograma Na Mão Certa.AsSoluções & Ferramentastem o objetivo de promover a criação de novos caminhos para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA), por meio do engajamento de lideranças, colaboradores, fornecedores e a rede de proteção.
Projeto Soluções & Ferramentas – Versão 1.0
https://namaocerta.org.br/series/direitos-humanos-empresas/
Direitos Humanos & Empresas
Avaliação de Impacto em Direitos Humanos
O que as empresas devem fazer para respeitar os direitos de crianças e adolescentes.
Crianças e Adolescentes
Estas publicações trazem amplo conteúdo para se aprofundar em temas relacionados à violência sexual de crianças e adolescentes.
Guia de Referência: Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual Redes de Proteção Guia de Referência
4ª Edição
É uma publicação rica em referências sobre a temática da violência sexual contra crianças e adolescentes, com propostas práticas e atividades de atuação para diferentes…
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Guia de Referência – Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual
Edição 2016
É uma publicação rica em referências sobre a temática da violência sexual contra crianças e adolescentes, com propostas práticas e atividades de atuação para diferentes…
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Vítimas da exploração sexual de crianças e adolescentes – Edição 2009
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Vítimas da exploração sexual de crianças e adolescentes – Edição 2009
Foram ouvidas vítimas com idades entre 10 e 19 anosem oito estados brasileiros sobre questões como saúde, drogas, suicídio, violência e sexualidade.
A Childhood Brasil, organização que trabalha pela proteção da infância e adolescência contra a violência sexual, realiza pela primeira vez no Brasil a pesquisa “Vítimas da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Indicadores de Risco, Vulnerabilidade e Proteção”, que avalia o contexto de risco, vulnerabilidade e os indicadores de proteção para meninas e meninos envolvidos em situações de exploração sexual.
O estudo é inédito no país por abordar o tema em uma perspectiva multimétodo (contemplando dados quantitativos e qualitativos) e multicêntrico (com amostras de todas as regiões do Brasil). A pesquisa foi realizada em oito estados brasileiros (Pará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul) e ouviu crianças e adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, vítimas desse tipo de violência. A equipe de pesquisadores foi coordenada pelo Prof. Dr. Elder Cerqueira-Santos, da Universidade Federal de Sergipe.
No total, foram ouvidas 69 crianças e adolescentes, sendo 66 meninas. Todos tinham vínculo com instituições de assistência. Entre os dados mais significativos obtidos estão:
- Índice de 60,9% daqueles que já pensaram em suicídio, sendo que 58,1% efetivamente já tentaram tirar a própria vida. Este percentual é mais de dez vezes superior ao relatado por jovens em situação de risco no Brasil – cerca de 6%. Como justificativa para este quadro os jovens apontaram problemas familiares e a falta de sentido para viver. Dos que declararam já ter tentado suicídio, 20% o fizeram em razão da violência sexual sofrida.
- Apenas 29% demonstraram preocupação por ser contaminado por HIV/AIDS, sendo que a maioria – 86,8% – declararam saber o que é a doença e 41,5% sabem onde é possível fazer os testes para diagnosticá-la.
- Cerca de 30% das participantes meninas já passaram por pelo menos um episódio de gravidez. Da mostra total, 17% já perderam um ou mais filhos em abortos naturais (6%) ou provocados (11%). Apenas 5,8% delas vivem com seus filhos.
- Um terço das participantes declarou ter parado de estudar em decorrência da gravidez e 21,7% delas afirmaram que foram expulsas de casa.
- Para ter acesso à droga, 36% afirmaram “transar” em troca de dinheiro. As drogas mais consumidas por esses jovens foram álcool, 88% e cigarro, 63%. Dentre as drogas ilícitas a maconha aparece com 32% de consumo, seguida por inalantes, 32% (cola e loló, por exemplo) e remédios, com 23%.
Síntese
De modo geral, as vítimas ainda moram com a família, mesmo tendo relatado história de abuso intrafamiliar e envolvimento de parentes na inserção ou manutenção da exploração sexual comercial. Apesar de não haver nenhuma ação social voltada especificamente para essa família, a pesquisa mostrou que o maior medo da maioria das vítimas é perdê-la (76,8%).
Mesmo entre as crianças e adolescentes vítimas, é possível fazer uma distinção. Aqueles que ainda permanecem envolvidos na exploração sexual comercial apresentam média de idade mais alta (15,32 anos) e tiveram o primeiro coito mais cedo (12,7 anos). Também têm menos vínculo com a família (53%), estão fora da escola (34,1%) e possuem renda familiar mais alta (R$ 457). Seu nível de religiosidade é mais baixo (2,8 pontos em uma escala de 1 a 5) e sofreram mais abuso sexual (média de 1,43 em uma escala de 1 a 5).
O percentual de participantes que declara a exploração com ganhos financeiros aumentou de 60% no passado para 65% no presente. Esta constatação é preocupante, pois indica que, mesmo estando em instituições de assistência, essas crianças/adolescentes continuam se envolvendo na ESCA.
Chama a atenção também o fato de que o acesso a bens de consumo e drogas é o principal destino dado aos ganhos oriundos do envolvimento com a situação de exploração sexual. Apesar disso, a pesquisa mostrou que, mesmo ligadas a uma instituição de assistência, as crianças e adolescentes continuam envolvidos com a exploração comercial. Por outro lado, a instituição escolar aparece na pesquisa como uma rede de apoio eficaz. Os dados indicam a escola como a principal variável para aumento da autoestima, qualidade de vida e afastamento da situação de exploração.
Programa Na Mão Certa
A pesquisa que acaba de ser concluída é uma nova etapa do trabalho desenvolvido peloPrograma Na Mão Certaque desde 2006 mobiliza governos, empresas e organizações do terceiro setor em torno do enfrentamento mais eficaz da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Ela foi realizada com o apoio financeiro das empresas Fibria, Gerdau e Veracel empresas signatárias doPrograma Na Mão Certa.
Tráfico de Pessoas
Assim como a ESCA, é preciso prevenir e enfrentar o Tráfico de Pessoas, duas violências contra crianças e adolescentes, correlacionadas em diversas situações.
Mapeamento do Tráfico de Pessoas no Brasil – Vol. 3
Esta pesquisa reúne dados nacionais sobre o contexto em que ocorre a exploração sexual de crianças, adolescentes e pessoas adultas, e sua correlação com o…
Pestraf – Edição 2002
Este estudo motivou a criação do Programa Na Mão Certa, ao identificar caminhoneiros como potenciais usuários dos serviços de prostituição nas estradas.
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Mapeamento do Tráfico de Pessoas no Brasil – Vol. 3
Assim como a ESCA, é preciso prevenir e enfrentar o Tráfico de Pessoas, duas violências contra crianças e adolescentes, correlacionadas em diversas situações.
APesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para fins de exploração sexual comercial no Brasil (PESTRAF)foi realizada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (CECRIA), em 2002, com apoio daChildhood Brasil. Este estudo foi um dos motivadores para o desenvolvimento doPrograma Na Mao Certa, por ter identificado 241 rotas utilizadas para o tráfico interno e internacional de pessoas para fins sexuais, além de apontar que os caminhoneiros eram facilitadores deste tráfico e potenciais usuários dos serviços de prostituição nas estradas.
OMapeamento do Tráfico de Pessoas no Brasil: Características da Exploração Sexual de Crianças, Adolescentes e Pessoas Adultas e suas Relações com as Rodovias Federais Brasileirasé parte da série Mapeamento do Tráfico de Pessoas no Brasil (2016-2019), fruto da parceria entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério Público do Trabalho,Childhood Brasile a Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (ASBRAD). A publicação reúne dados nacionais do período de 2016 a 2019 sobre exploração sexual de crianças, adolescentes e pessoas adultas, e sua correlação com o crime de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.