Pioneiros na luta contra o abuso e a exploração sexual DE crianças e adolescentes

Movimento Violência Sexual Zero completa um ano e avança para nova fase de mobilização prática no Brasil

POR Redação 05/05/2026
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Com mais de 200 empresas e entidades signatárias, iniciativa reuniu lideranças no MASP para fortalecer a rede de proteção a crianças e adolescentes

O Movimento Violência Sexual Zero realizou, no dia 4 de maio, no MASP, em São Paulo, um encontro que reuniu empresas, entidades e sociedade civil e marcou um ano da iniciativa de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. O evento apresentou os principais avanços do primeiro ano, além dos próximos passos do Movimento, que passa a priorizar ações concretas de prevenção, identificação, encaminhamento de casos e a formação de agentes de proteção. 

Criado pela Childhood Brasil, Instituto Liberta, Grupo Mulheres do Brasil e Vibra Energia, o movimento reúne atualmente mais de 200 empresas e entidades signatárias, com potencial de mobilizar cerca de 2 milhões de colaboradores. “A união de tantas empresas e entidades em torno do enfrentamos à violência sexual contra crianças e adolescentes demonstra uma tomada muito importante de consciência sobre a questão. Afinal, não se trata de um problema que atinge só as vítimas, mas a sociedade como um todo. Sem essa consciência nunca poderemos mudar essa triste realidade”, disse Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta.

“Chegamos a um ano com um aprendizado importante: não basta gerar conscientização, é preciso mobilizar. Temos uma rede com capilaridade nacional e queremos transformá-la em uma rede de proteção ativa, capaz de agir na prevenção e no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes”, afirmou Ernesto Pousada, CEO da Vibra.

Para Lais Peretto, diretora executiva da Childhood Brasil, o alcance do Movimento em apenas um ano prova que o setor privado tem avançado na compreensão do seu papel social. “Ver essa rede evoluir da conscientização para a formação prática de agentes de proteção é um passo decisivo. O movimento marca uma transição essencial, ao entrar em uma fase de maturação voltada à construção de um legado real, fortalecendo a prevenção diretamente nos territórios e promovendo mudanças na cultura de proteção de crianças e adolescentes no Brasil”, disse.

“A mobilização coletiva é o que transforma. Quando sociedade civil, empresas e instituições atuam juntas, saímos do discurso e avançamos para a proteção real de crianças e adolescentes no Brasil”, reforçou Alexandra Segantin, CEO do Grupo Mulheres do Brasil.

A programação incluiu painéis com especialistas e profissionais que atuam diretamente na ponta, além de momentos de sensibilização do público. O encontro foi encerrado com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis, primeira orquestra sinfônica do mundo a ser formada em uma favela.

Empresas interessadas podem aderir ao Movimento Violência Sexual Zero por meio do site oficial da iniciativa , comprometendo-se com ações de conscientização, capacitação e mobilização de seus públicos. O Movimento também reforça a importância do uso dos canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, para o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. 

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