Pioneiros na luta contra o abuso e a exploração sexual DE crianças e adolescentes

Entidades da sociedade civil demandam que o governo federal atue pelo fim da violência contra crianças e adolescentes e participe da ‘Parceria Global’, da ONU

POR Redação 31/01/2018
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Dados alarmantes sobre abusos, explorações e elevados índices de homicídios de crianças e adolescentes no Brasil motivaram solicitação do grupo hoje, em Brasília

Representantes de instituições da sociedade civil que atuam na prevenção, defesa, promoção e controle social dos direitos de crianças e adolescentes, entregaram hoje (31) uma manifestação à Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, ao Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e à Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Berenice Maria Gianella, solicitando o comprometimento do Estado brasileiro no enfrentamento e fim da violência contra crianças e adolescentes no Brasil, para contribuir com o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O documento é uma demanda para que o governo federal faça parte da ‘Parceria Global pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes’, liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne governos de diferentes países, organizações internacionais, sociedade civil, entre outros grupos. Nele, a coalizão de entidades também pede o engajamento federal na efetivação e fortalecimento das leis e planos nacionais já vigentes de proteção a crianças e adolescentes; a elaboração de um plano nacional interministerial para redução das taxas de letalidade e todos os tipos de violações de direitos, bem como a criação de um banco de dados sobre a violência; e a destinação prioritária de recursos orçamentários para políticas de enfrentamento ao problema. Para Pedro Hartung, coordenador do programa Prioridade Absoluta, do Alana, que faz parte da coalizão, “os atos de violência que as diversas infâncias e adolescências brasileiras sofrem dentro de suas casas, nas ruas, nas escolas ou outros espaços públicos, são alarmantes. Por isso, precisamos compartilhar responsabilidades para que, juntos, possamos enfrentar e encerrar esse ciclo histórico e cultural de violência contra os cidadãos e sujeitos de direitos mais jovens da nossa sociedade”. No discurso proferido durante o ato de entrega da Manifestação, Hartung destacou que o artigo 227 da Constituição Federal não deixa dúvidas ao apontar que o caminho é pelas e para as crianças e adolescentes. “Como verdadeiro projeto de país e sociedade, o 227 gravou na Magna Carta de nosso país de forma clara e inequívoca a nossa obrigação de colocar todas as crianças e adolescentes em primeiro lugar em nossos serviços públicos, nas nossas políticas públicas, nos nossos orçamentos e em todas as esferas da nossa vida como família, sociedade, comunidade e Estado. Nós só queremos que a lei seja cumprida”, enfatizou. Fóruns, comitês, redes e federações que subscrevem a manifestação: Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Fórum DCA Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Rede Temática de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes do Gife Rede Nacional Primeira Infância – RNPI Confederação Brasileira das Federações de Associações de Moradores e Entidades Comunitárias Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas Instituições que subscrevem a manifestação:   Avante – Educação e Mobilização Social Associação Cidade Escola Aprendiz Bem Me Quer Terê Blog Negro Belchior – Carta Capital Casa de Cultura Ilê Asé D’Osoguiã – CCIAO Centro de Estudos Integrados, Infância, Adolescência e Saúde – CEIIAS Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone ChildFund Brasil – Fundo para Crianças Childhood Brasil – Instituto WCF Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, em associação com a PUC-Rio – CIESPI Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente Fundação Bunge Fundação Itaú Social Instituto Alana Instituto Avisa Lá formação continuada de educadores Instituto Base Gênesis Instituto da Infancia – IFAN Instituto Ethos Instituto Fazendo História Instituto Igarapé Instituto Liberta Instituto Sou da Paz Laprev – Laboratório de Análise e Prevenção da Violência, Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo – NEV/USP Plan International Brasil Rodison Educação e Cultura SaferNet Brasil Uneafro Brasil União Marista do Brasil – UMBRASIL Visão Mundial Brasil
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