Pioneiros na luta contra o abuso e a exploração sexual DE crianças e adolescentes

Como identificar os sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes – Parte 2

POR Redação 14/12/2015
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Algumas formas de violência praticadas contra crianças e adolescentes deixam marcas no corpo das vítimas, conforme destacado em publicação anterior. Mas outras só se tornam visíveis aos olhos de pessoas que “aprendem” a ler suas evidências na no comportamento emocional da criança e do adolescente. Vítimas de abuso sexual manifestam que algo está errado por meio de seu comportamento, do sono, da alimentação e do desempenho na escola. Isso ocorre em diferentes situações. Por isso, é preciso analisar o contexto para saber como identificar os sinais de abuso. Crianças e adolescentes que sofrem abuso sexual e violência doméstica podem dar sinais da situação através de mudanças de hábito e comportamento, tais como:
    • Medo ou pânico em relação a alguma pessoa ou sentimento generalizado de desagrado por parte da criança quando sozinha com alguém;
    • Medo do escuro ou de lugares fechados;
    • Mudanças extremas, súbitas e inexplicadas no comportamento, como oscilações no humor entre retraimento e extroversão;
    • Mal-estar pela sensação de modificação no corpo e confusão de idade;
    • Regressão a comportamentos infantis;
    • Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica. Fraco controle de impulsos e comportamento autodestrutivo ou suicida;
    • Baixo nível de estima própria e vergonha excessiva;
    • Culpa e autoflagelação;
    • Ansiedade generalizada e comportamento agressivo com alguns casos de transtornos dissociativos na forma de personalidade múltipla;
    • Interesse ou conhecimento súbito e não usuais sobre questões sexuais;
    • Expressão de afeto sensualizada ou provocação erótica;
    • Desenvolvimento de brincadeiras sexuais e masturbação compulsiva;
    • Relatos de avanços sexuais;
    • Desenhar órgãos genitais com detalhes e características além de sua capacidade etária;
    • Abandono de comportamentos infantis;
    • Mudança de hábito alimentar;
    • Padrão de sono perturbado;
    • Aparência descuidada e suja pela relutância em trocar de roupa;
    • Resistência em participar de atividades físicas;
    • Frequentes fugas de casa e prática de delitos;
    • Envolvimento em situação de exploração sexual;
    • Uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas.
A frequência e o desempenho escolar somados com mudanças em relacionamentos sociais também merecem atenção:
    • Assiduidade e pontualidade exageradas;
    • Queda injustificada na frequência escolar;
    • Baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem;
    • Pouca participação em atividades escolares;
    • Tendência de isolamento social;
    • Relacionamento entre crianças e adultos com ares de segredo e exclusão dos demais;
    • Dificuldade de confiar nas pessoas a sua volta;
    • Fuga de contato físico
Nas próximas semanas, daremos continuidade à essa sequência de publicações com a parte 3: Indicadores na conduta dos pais ou responsáveis.
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