Publicado em 16/10/15 20:30

11 motivos para estimular a brincadeira durante a infância

Em mundo cheio de estímulos tecnológicos, as crianças podem até deixar a brincadeira em um segundo plano. Os pais devem ficar atentos e estimular ao máximo os pequenos porque o momento da diversão é excelente para o desenvolvimento das crianças. Através do brincar elas aprendem, experimentam o mundo, testam possibilidades, criam relacionamentos, elaboram sua autonomia de ação e ainda organizam melhor as emoções. 

A partir de um jogo, por exemplo, as crianças compreendem o mundo à sua volta, aprendem regras, testam habilidades físicas como correr e pular, aprendem a lidar com o ganhar e perder. Além disso, a brincadeira em grupo favorece alguns princípios como a criatividade, o compartilhar, a cooperação, a liderança, a competição, a obediência  aos  regulamentos. O ato de brincar é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos. Assim, o brinquedo passa a integrar  a linguagem de meninos e meninas.

Muitas vezes pais e/ou responsáveis não estimulam que a criança passe por todas as etapas do seu desenvolvimento, tolhindo brincadeiras e exigindo organização e limpeza o tempo todo. A imposição de tarefas exaustivas e  incompatibilidades de horários da família são outros fatores que podem impedir as brincadeiras livres.

Portanto, disponibilizar tempo e flexibilidade para as brincadeiras , além de direito garantido pela Constituição, é de suma importância para o desenvolvimento na infância.

Seguem 11 benefícios que a brincadeira promove para garotas e garotos em desenvolvimento:

1) Combate a obesidade, o sedentarismo e desenvolve a motricidade.

2) Promove o autoconhecimento corporal. Correr, pular, cair, levantar, são ações que auxiliam a criança a se perceber e conhecer seus limites e potenciais.

3) Estimula competências socioemocionais. A brincadeira é uma necessidade biológica que ajuda a moldar o cérebro em desenvolvimento e que, nos diversos contextos, fortalece as relações socioafetivas, explorando aspectos como cooperação e negociação.

4) Gera resiliência. Esta é uma das mais importantes habilidades para se viver. A frustração de perder um jogo ou de o colega não querer brincar do jeito proposto pela criança irá ajudá-la a se adaptar a uma realidade inesperada, administrando melhor as decepções.

5) Ensina o respeito ao outro. A criança aprende a ouvir, a relacionar-se, aceitando as diferenças.

6) Desenvolve a atenção e o autocontrole. Montar um quebra-cabeça ou empilhar blocos é um desafio que, a cada vez, será melhor resolvido. Esse aprendizado é uma ferramenta para superar vários desafios na vida.

7) Acaba com o tédio e a tristeza. Brincar dá prazer e fortalece a saúde emocional.

8) Incentiva o trabalho em equipe. Os jogos e brincadeiras coletivos são verdadeiras escolas de convivência, cooperação, respeito, trocas, limites, essenciais à vida .

9) Estimula o raciocínio estratégico. Jogos com regras criam impasses que são vencidos por meio da análise, da argumentação, do momento certo de agir, da avaliação do resultado. Os erros servirão como ponto de partida para novos acertos.

10) Promove a criatividade e a imaginação. Baldes, potes, caixas nas mãos de uma criança se transformam em robôs, aviões, pessoas, casas. Por isso, estimular a criatividade com objetos simples traz mais ganhos à criança do que com brinquedos prontos e caros.

11) Estabelece regras e limites. A criança aprende a respeitar o espaço e o limite do outro, lidando com regras, questionando-as para entendê-las ou para sugerir mudanças, postura essencial para viver pro ativamente na sociedade.