Pioneiros na luta contra o abuso e a exploração sexual DE crianças e adolescentes

Curativos dos Direitos das Crianças

POR Redação 07/07/2026
Tempo de leitura: 4 mins

Um curativo pode ser um pequeno gesto de conforto depois de um machucado, para muitas crianças. E se esse mesmo gesto pudesse abrir espaço para uma conversa importante? 

Foi com essa ideia que nasceram os Curativos dos Direitos das Crianças. Cada estampa traz uma frase simples, escrita à mão pelas próprias crianças, que traduz um dos artigos da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Um momento difícil, como o choro depois de um machucado, pode se transformar em um momento de trocas, conexão e aprendizado entre adultos e crianças. É nesse instante de cuidado que a criança pode entender, de forma leve, que ela é sujeito de direitos e que merece viver uma infância plena e feliz.

Crianças e adolescentes nem sempre tiveram direitos e garantias reconhecidos por lei. Isso mudou quando a Assembleia Geral da ONU adotou a Convenção sobre os Direitos das Crianças, tratado assinado por 196 países, incluindo o Brasil, que reconhece meninas e meninos como atores sociais, políticos, econômicos, civis e culturais, com direitos que precisam ser protegidos.

Os Curativos dos Direitos das Crianças nasceram justamente para tornar esse tema mais próximo do dia a dia das famílias. Desenvolvidos em parceria com a Cremer e disponíveis em farmácias de todo o Brasil, o produto também ajuda a arrecadar recursos para a causa.

Brincar para dialogar

Reunimos algumas atividades para facilitar a conversa entre pais, responsáveis e crianças. Nas férias, o tempo com a família costuma ser maior, e é exatamente esse tempo que propomos para que as crianças conheçam e entendam seus próprios direitos, através das brincadeiras.

Quando famílias, educadores e a sociedade conhecem direitos como proteção, participação, dignidade, afeto e educação, fica mais fácil identificar e enfrentar situações de violência, negligência ou abuso.

Mímica dos Sentimentos

Nesta brincadeira, que pode ser realizada em casa ou ao ar livre, uma pessoa faz uma mímica representando uma emoção, como alegria, medo, tristeza ou surpresa, enquanto as demais tentam adivinhar qual é.

Ao final, aproveite o momento para conversar sobre essas emoções. Pergunte às crianças quando elas costumam se sentir assim e explique como os adultos podem acolher, ouvir e ajudar em cada situação. Essa é uma oportunidade para falar sobre o direito de ser protegido, respeitado e escutado.

Caça aos Direitos

Nesta brincadeira, o adulto escolhe um direito da criança e o diz em voz alta.

Alguns exemplos:

  • Direito ao brincar;
  • Direito à educação;
  • Direito à convivência familiar e comunitária.

A missão da criança é encontrar, pela casa, um objeto que represente esse direito e explicar por que fez essa escolha.

Por exemplo, ao ouvir “Direito ao brincar”, ela pode trazer uma bola e contar por que acredita que aquele objeto representa esse direito.

Ao final, os responsáveis podem complementar a explicação, conversando sobre a importância daquele direito e como ele faz parte da vida de todas as crianças.

Histórias que Protegem

Nesta brincadeira, um participante começa uma história:

“Era uma vez uma criança que precisava ser ouvida…”

Em seguida, cada participante acrescenta uma nova frase, construindo uma história coletiva. Vale deixar a imaginação conduzir a narrativa.

Ao final, conversem sobre qual direito apareceu, e os desdobramentos da história construída por todos. Essa conversa ajuda a refletir sobre proteção, cuidado e escuta de forma leve e criativa.

Missão: Curativo

Cada curativo representa uma missão para ser realizada em família durante o dia, transformando os direitos das crianças em pequenos gestos de cuidado no cotidiano.

Alguns exemplos:

Direito ao brincar: Reserve um momento para brincar juntos.

Direito à convivência familiar e comunitária: Preparem uma refeição em família ou realizem uma atividade juntos, como uma caminhada, uma leitura ou um jogo.

Direito à escuta: Durante alguns minutos, a criança escolhe o assunto da conversa e o adulto tem a missão de ouvir com atenção, sem interromper, fazendo perguntas que demonstrem interesse pelo que ela está contando.

Ao final da atividade, conversem sobre como foi a experiência e o que aprenderam juntos. Assim, os direitos deixam de ser apenas um conceito e passam a fazer parte das vivências da família.

Saiba mais:

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