Uma pesquisa realiza pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cetic.br) em 2017 com 3.102 crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos em todo o País revelou que 85% de crianças e adolescentes nessa faixa etária utilizam frequentemente a Internet. De acordo com os resultados da pesquisa TIC Kids Online Brasil, 40% das crianças e adolescentes conectados utilizam sites, redes sociais e aplicativos de mensagens.
Muitas vezes, criminosos usam perfis falsos para manipular meninas e meninos e ganhar sua confiança. Por meio de ferramentas de bate-papo, aplicativos de mensagens instantâneas (como o Whatsapp e o Messenger), jogos online ou redes sociais, por exemplo, crianças e adolescentes podem ser enganadas ou seduzidas para que acessem conteúdos inadequados ou enviem fotos e informações pessoais com propósitos duvidosos.
A pornografia infantil, um dos tipos de exploração sexual de crianças e adolescentes, foi o crime mais denunciado na Internet em 2018 – com 60 mil denúncias. Os dados são da Safernet, plataforma especializada em registrar denúncias de crimes cibernéticos.
Além da pornografia infantil, existem outros tipos de violência sexual contra crianças e adolescentes que acontecem na Internet. É o caso do Grooming – aliciamento de crianças e adolescentes por meio de ferramentas online., prática em que o agressor conquista a confiança da criança ou adolescente por meio de conversas, elogios, presentes ou se utilizam de chantagem e intimidação.
Adultos, principalmente pais e responsáveis, têm um papel fundamental na proteção de crianças e adolescentes contra a violência sexual e no estímulo de um uso seguro da internet para que ele traga influências positivas ao desenvolvimento de meninas e meninos. É preciso adotar uma postura educativa e criar um ambiente de confiança para que crianças e adolescentes procurem apoio em situações de dúvida ou medo.
Saiba como a Internet funciona e pesquise sobre suas diversas ferramentas: sites, redes sociais, programas de bate-papo online. Peça às crianças e adolescentes a lhe ensinarem sobre o que conhecem e/ou algo que você tenha interesse. Assim você saberá do que gostam, estreitando o vínculo com eles, valorizando o saber deles e facilitando a conversa sobre o assunto.
Saiba por quais sites eles navegam e de que redes sociais e peça para ler o que eles divulgam em seus blogs, redes sociais, salas de bate-papo e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp – você também pode apostar em programas que filtram e bloqueiam sites específicos. Ainda que esse acompanhamento seja essencial, é preciso entender também os limites da influência e da vigília do adulto no uso da internet pela criança e pelo adolescente – a liberdade deles não pode ser reprimida. Mostrar-se disponível e interessado é o caminho certo para incentivar a presença segura de crianças e adolescentes na Internet.
Instrua crianças e adolescentes a não divulgar dados pessoais – como nome, endereço, telefone, fotografias, nome da escola e e-mail – em redes sociais. Além disso, ensine-os a utilizar as ferramentas de privacidade das redes sociais, para que apenas pessoas conhecidas tenham acesso aos conteúdos que eles compartilham.
Caso encontre algum material violento, ofensivo ou pornográfico durante a navegação pela Internet, converse com as crianças e adolescentes sobre o assunto para que compreendam a gravidade da situação. Também explique sobre os canais que recebem denúncias desse tipo de violação, como o Disque 100 e o hotline da Safernet.
Passar muito tempo online também pode ser um sinal de que algo está acontecendo. Se crianças e adolescentes ficam online por horas a fio, mais que o necessário para seus estudos ou entretenimento; procuram esconder o que estão vendo/fazendo no celular ou computador; diminuem suas atividades sociais, preferindo o computador à família ou aos amigos; procure conversar sobre o que eles fazem online e limitar o acesso à Internet.
Clique aqui para mais dicas de como orientar crianças e adolescentes a usar a Internet de maneira mais segura e evitar qualquer tipo de violação.