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Unicef: crianças estão entre as maiores vítimas de tráfico pessoas

Cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo são vítimas de tráfico de seres humanos para trabalhos forçados e exploração sexual, gerando lucros em média de US$ 32 bilhões por ano, segundo dados do Relatório Situação Mundial da Infância 2012, do Unicef. É difícil determinar números exatos, por se tratar de atividades clandestinas, negadas ou ignoradas, mas sabe-se que cerca de até 50% destas vítimas são crianças.

Elas são levadas das zonas rurais para as urbanas para serem escravizadas com trabalhos domésticos pesados e comercializadas sexualmente. A maioria não consegue escapar desta situação, por medo de processos judiciais ou deportação.

Segundo estudos mostrados no relatório, a maior parte das meninas vítimas de tráfico é obrigada a tornar-se trabalhadora do sexo, especialmente em cidades indianas como Mumbai, Déli e Calcutá. Nas cidades de Bangladesh, é grande o número de meninas e meninos que são explorados em bordéis e nos mercados de sexo de rua.

No Leste da Europa, por exemplo, o risco de adolescentes tornarem-se vítimas do tráfico é alto, quando vindos de famílias disfuncionais, ambiente de pobreza, alcoolismo, abuso de drogas. O abuso sexual e violência doméstica aumentam a vulnerabilidade das crianças; e as que estão fora da escola, nas ruas ou em instituições correm os maiores riscos. Também são as principais vítimas crianças que não têm certidão de nascimento ou documentos de registro oficial, refugiadas ou deslocadas internamente, e estão entre aquelas que as autoridades têm mais dificuldade em localizar e proteger.

Muitos países têm adotado planos de ação nacionais para combater o tráfico infantil, mas a falta de informações estatísticas confiáveis ainda é um obstáculo, porque os dados são apenas de tráfico de meninas e mulheres, com objetivo de exploração sexual.

Outro dado alarmante do relatório é que dezenas de milhões de crianças vivem ou trabalham nas ruas nas grandes cidades em todo o mundo e o número tende a crescer nos próximos anos. Entre as principais razões que levam as crianças para as ruas estão: a fuga da violência e do abuso sexual sofridos dentro de casa e na vizinhança. Os dados mostram ainda que as crianças estão sujeitas a crimes nas ruas, que raramente são investigados.

Além disso, muitas vezes, quem deveria proteger, como as autoridades policiais e de segurança são os próprios autores dos crimes de abuso, segundo pesquisas internacionais. O relatório cita, inclusive, que crianças que vivem nas ruas de cidades brasileiras estão mais expostas a passar fome e a sofrer violência física nas mãos da polícia.

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