26
mar
2015

Childhood Brasil escreve artigo para publicação da IAYFJM

childA International Association of Youth and Family Judges and Magistrates (IAYFJM) é uma ONG que estabelece ligações entre juízes de diferentes países em prol da proteção da juventude e da família.  Continue lendo

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24
mar
2015

Desde os anos 80, música“Camila, Camila”’ alerta sobre a violência sexual

Thedy Corrêa, à frente na foto, e a banda Nenhum de Nós Foto: Eduardo Tavares

Thedy Corrêa, à frente na foto, e a banda Nenhum de Nós
Foto: Eduardo Tavares

“A lembrança do silêncio daquelas tardes
A vergonha no espelho naquelas marcas
Havia algo de insano naqueles olhos
Olhos insanos
Os olhos que passavam o dia a me vigiar, a me vigiar…

Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega”
 (Camila, Camila)

Quando ainda pouco ou nada se falava sobre abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil, a banda Nenhum de Nós ousou abordar o tema na década de 80 com a música “Camila, Camila“, hoje um clássico do rock nacional. O vocalista e autor da letra, Thedy Corrêa, conta como sentiu a necessidade de falar sobre o delicado assunto. Ele também lamenta que muitas músicas brasileiras ainda estimulem o sexismo e deturpem a imagem da mulher, quando deveriam conscientizar contra a violência sexual. Acompanhe a entrevista com o compositor:

O Dia Nacional de Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes (18 de maio), foi criado há 12 anos, devido a um crime bárbaro com uma menina de oito anos, estuprada e morta carbonizada. Quinze anos antes, com a música Camila,Camila, sua banda já abordava o problema da violência sexual contra jovens. Existem muitas outras Camilas no país que guardam “lembranças do silêncio”‘ e “vergonha do espelho”. Você já pensava nisso na época?

Essa canção foi inspirada em fatos reais, envolvendo uma jovem que nós conhecíamos na época, em 1985. Era uma colega de escola bastante bonita com um namorado violento. Ficávamos intrigados com os motivos que levavam uma garota assim a se submeter e ser maltratada por um rapaz tão estúpido. Ouvimos algumas histórias de situações constrangedoras que ela sofreu e essa foi nossa “faísca criadora” para uma canção que falasse da violência contra a mulher. Por isso os “olhos insanos”, a “vergonha do espelho naquelas marcas”, além da tristeza e indignação na melodia. Hoje, ela vive super bem, tem uma linda família e está bem longe desse antigo namorado… Ainda bem!

Até hoje, a música é muito ouvida. Quando você compôs a letra, já passava pela sua cabeça que poderia ser um alerta para as adolescentes?

Quando escrevemos Camila, jamais esperávamos que fosse fazer tamanho sucesso – até mesmo pela temática complicada. Quando ela estourou, a questão se tornou uma constante em nossas entrevistas, e isso foi fantástico para que se abordasse o tema entre o público jovem.

Por que você acha que a música fez tanto sucesso?

Acredito se deva justamente à abordagem de um assunto que, infelizmente, ainda aflige a sociedade e as mulheres em geral. Não se trata de um tema ligado a um modismo ou uma linguagem datada. O assunto continua atual.

Você pensava na época em abordar temas delicados como o abuso sexual ou a exploração sexual de crianças e adolescentes e o que acha que mudou dos anos 80 para cá em relação ao assunto?

Sempre pensamos em fazer canções que tivessem um conteúdo contestatório. Colocar questões que fizessem parte das “feridas” da sociedade. A violência sexual era pior nos anos 80, porque não era tão debatida quanto hoje. Existe maior consciência por parte da sociedade e mecanismos de proteção que são fruto desta discussão.

Em sua opinião, as meninas hoje estão mais conscientes do problema?

Estão um pouco mais, mas é triste constatar que a música brasileira de hoje não ajuda. Uma pesquisa feita pela MTV há uns anos mostra que apenas Camila tratava desse tema. De resto, assistimos estarrecidos ao avanço de estilos e temáticas que pouco têm ajudado na conscientização do problema. Basta ver gente achando graça quando algum funk se refere às garotas como cachorras, ou algum sertanejo fala em um amor que beira à violência. Isso é um retrocesso. Triste, mas é verdade…

 

*Texto originalmente publicado em 17 de maio de 2012.

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18
mar
2015

1º Congresso Fecomercio de Educação Digital acontece em maio, em São Paulo

fecomercioO evento vai reunir profissionais de TI, educação, psicologia e jurídica e é aberto ao público, com vagas limitadas. Saiba como se inscrever. Continue lendo

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10
mar
2015

Psicólogo defende tratamento do abusador sexual para evitar reincidência

childÉ comum associarmos adjetivos pejorativos àqueles que cometem abusos contra crianças e adolescentes. Há cerca de 20 anos, no entanto, quando ainda pouco se falava sobre o assunto, o psicólogo e psicodramatista, Maher Musleh, resolveu enfrentar estes sentimentos negativos e trabalhar com o atendimento do que ele chama de “vitimizador sexual”. Continue lendo

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4
mar
2015

Depoimento sem medo: livro dá voz à criança vítima de abuso sexual

child“Por favor, me deixa. Não me pergunta mais nada sobre isso. Eu queria esquecer”. Este relato de uma menina de 8 anos, registrado em um dos processos da Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente de Goiânia, retrata a dor de crianças vítimas de abuso sexual, submetidas a interrogatório e abre o livro Depoimento Sem Medo (?) – culturas e práticas não-revitimizantes: uma cartografia das experiências de tomada de depoimento especial de crianças e adolescentes, uma realização da Childhood Brasil. Escrita por Benedito Rodrigues dos Santos e Itamar Batista Gonçalves, a obra propõe experiências alternativas na tomada de depoimentos de crianças e adolescentes, vítimas ou testemunhas de violência sexual, e também reafirma o direito de que suas vozes sejam respeitadas e valorizadas como prova testemunhal.

O principal objetivo é evitar a revitimização de meninas e meninos, que ainda ocorre com frequência nas tomadas de depoimentos convencionais nas delegacias. O livro é resultado da análise de relatos feita pela equipe de pesquisa do projeto “Invertendo a rota: ações de enfrentamento da exploração sexual infantojuvenil em Goiás”, coordenado pelo professor Benedito Rodrigues dos Santos, e também do projeto “Culturas e práticas não-revitimizantes: reflexão e socialização de metodologias alternativas para inquirir crianças e adolescentes em processos judi­ciais”, realizado pela Childhood Brasil e a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP). A iniciativa também contou com o apoio da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

As crianças enfrentam um conflito de sentimentos e estresse psicológico, que passa por vergonha, medo, raiva e ressentimento, ao terem que reviver o trauma da violência quando são obrigadas a relatar o ocorrido várias vezes durante a investigação. “Preocupados com este problema, Itamar Gonçalves, Coordenador de Programas da Childhood Brasil, e eu, resolvemos desenhar um projeto juntos para que elas pudessem ter um depoimento mais humanizado”, conta Benedito.

Segundo a publicação, as experiências mais relevantes de depoimentos alternativos estão na Europa (28%), Améri­ca do Sul (28%) e Ásia (16%), predominando dois modelos principais: o sistema inglês de Closed Circuit of Television (CCTV), com depoimentos por meio de circuito fechado de TV e gravação de videoimagem (64%); e o americano, com a utilização de Câmara Gesell (36%). O CCTV é o sistema mais utilizado e evita o contato da vítima com o grande público nos tribunais e ela também poderá estar acompanhada de uma pessoa enquanto presta seu testemunho.

A Câmara Gesell é um dispositivo norte-americano, usado por duas salas divididas por um espelho unidirecional, que permite visualizar a partir de um lado o que acontece no outro, mas não vice-versa. Crianças e adolescentes são ouvidos pelas autoridades judiciais, empregando escuta espe­cializada, realizada unicamente por um psicólogo. Durante a tomada de depoimento, o trabalho desse profissional direciona-se à obtenção de um relato confiável, que possa ser aceito com credibilidade visando constituir prova testemunhal no processo. As salas devem estar equipadas com aparelhos eletrônicos para registro de áudio e imagem.

O livro também aponta que as práticas tradicionais judiciais raramente punem o abusador, por não considerarem os relatos das crianças.

“Os baixos índices de punição dos criminosos deve-se à falta de prova material. Lutamos para que a voz da criança seja considerada nos casos de violência sexual. Na medida em que ela se revela, aumentam os índices de responsabilização”, afirma Benedito.

*Texto originalmente publicado em 19/01/2011

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27
fev
2015

Childhood Brasil lança vídeo sobre o projeto “Grandes Eventos e Infância”

childVídeo apresenta os resultados das três grandes frentes do projeto: Promoção de ações locais, Comunicação da causa e Geração de conhecimento.  Continue lendo

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