30
ago

Doações: como contribuir para disseminar a causa

A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”

Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela. Continue lendo

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30
ago

ECA completa 20 anos e acumula algumas vitórias

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

Quando, em 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi sancionado, boa parte da sociedade brasileira comemorou. Afinal, resultara de uma das maiores mobilizações populares pela aprovação de uma lei no Brasil recém-democratizado.

O contexto era favorável: o país ainda escutava os ecos da Constituinte de 1988, que promulgara uma nova Constituição (os artigos 227 e 228 reconheciam a criança como cidadã e sujeito de direitos), e, em novembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas havia adotado a Convenção sobre os Direitos da Criança – “Carta Magna para todas as crianças do mundo” –, oficializada como lei internacional no ano seguinte e ratificada por quase todos os países, com exceção de Estados Unidos e Somália. Continue lendo

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27
ago

afetosecretos, o filme

Imagem do filme "afetosecretos"

A atmosfera é futurista. Uma mulher adulta se encontra encerrada numa bolha, como a menina que ela foi e de quem não consegue ainda se despedir. Os sonhos, fragmentados e simbólicos, mantêm vivas as sensações experimentadas na infância, quando seu próprio pai a molestava sexualmente e ela nada entendia, pois confundia o abuso com amor.

Sem conseguir se defender diante do perigo iminente, a mulher-menina revive seu medo. “Por que me deixas trancada aqui? Tenho tanto medo, tanto frio. E se ele não voltar mais? Posso morrer presa aqui, sozinha? Era tanto o medo que o suor me banhava toda. Eu ficava imóvel e imobilizada pelas carícias e beijos, desejei tantas vezes matar aquele que amei um dia como meu pai”, diz a voz da Psique. Continue lendo

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25
ago

Os caminhos do incesto: uma perversão silenciosa

Desenho contido no livro "A violência silenciosa do incesto", de Graça Pizá

O desenho retrata uma figura metade menina, metade mulher. A autora-mirim, como milhares de outras crianças brasileiras, foi vítima de abuso incestuoso. Expressa, por meio da imagem ambígua, o conflito entre a sexualidade infantil e a adulta, que lhe foi imposta precocemente e que ela pouco compreende.

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