15
jan
2018

O papel do adulto na proteção da infância: saiba como agir em casos de abuso sexual

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Proteger a infância é um papel de toda a sociedade, não somente dos pais, responsáveis, escolas e governos. Mas de cada um de nós.

Identificar uma situação de abuso é o primeiro passo para interromper o ciclo de violência na vida de uma criança ou adolescente. E, em nosso dia a dia, pequenas atitudes já podem ser de grande valor para auxiliar meninos e meninas que se possam se encontrar em alguma situação de risco.

Hoje, 15 de janeiro, data em que é celebrado o Dia do Adulto, a Childhood Brasil apresenta uma série de dicas para que todos possam reconhecer e agir diante de uma suspeita de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Confira!

Como identificar?

Em caso de suspeita, é importante ter um olhar cuidadoso para identificar alguns sinais de mudanças bruscas no comportamento das crianças e adolescentes.

No dia a dia, fique atento a:

- mudanças repentinas de comportamento, como alterações no humor, atitudes agressivas, sonolência e perda ou excesso de apetite;

- baixa autoestima, insegurança, comportamentos sexuais inadequados para a idade e busca por isolamento;

- lesões, hematomas e outros machucados sem causas aparentes;

- gravidez precoce;

- doenças sexualmente transmissíveis;

- desconfia de contato com adultos;

- fugas de casa e evasão escolar.

Ressaltamos que a existência isolada de um dos indicadores não é significativa para a interpretação da presença de violência sexual contra crianças e adolescentes. Na dúvida denuncie e procure por ajuda especializada.

Como agir?

Diante de casos de abuso sexual, saber como agir em caso de uma suspeita ou revelação de um caso por parte de uma criança ou adolescente também é primordial para ajudar quem sofreu a violência.

Na hora de realizar a denúncia, procure canais como o Disque 100, que funciona 24h, é gratuito e anônimo, o aplicativo Proteja Brasil, ou vá direto no Conselho Tutelar mais próximo ou em delegacias de polícia especializadas, da mulher ou, caso prefira, nas locais também.

Além disso, para casos de atendimento e acompanhamento da criança ou adolescente, recomenda-se o Centro Nacional de Referencia às Vítimas de Violência (CNRVV), do Instituto Sedes Sapientiae. O telefone do Centro, que fica em São Paulo, é (11) 3866-2730.

 

Você, adulto, quer aproveitar este dia para conhecer mais dicas de como agir em casos de abuso sexual de crianças e adolescentes? Acesse.

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9
jan
2018

Dica Cultural: animação Era uma Vez Outra Maria debate os direitos das mulheres

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Produzido pelo Instituto Promundo, a animação Era uma Vez Outra Maria conta sobre a vida de uma menina que começa a descobrir o mundo. O dia a dia da personagem e as diversas experiências retratadas na obra acabam por discutir os reflexos das relações de gênero no crescimento de jovens mulheres como ela.

O enredo mostra Maria questionando as expectativas de como ela deve ou não deve ser, debatendo seus direitos e a forma com que a educação influencia seus desejos, comportamentos e atitudes. Sem falas, o filme traz sensibilidade na hora de abordar temáticas como sexualidade, violência, amadurecimento e a necessidade de realizar escolhas.

A obra é didática e pode ser utilizada por profissionais e organizações interessados em conversar sobre saúde e autonomia das mulheres jovens.

Ficou interessado? Você pode conferir o filme na íntegra clicando aqui. Depois nos conte o que achou e indique para os amigos!

Essa animação faz parte da filmografia selecionada pela Childhood Brasil com o objetivo de utilizar a cultura como forma de tratar sobre o tema da violência sexual de crianças e adolescentes de uma forma descomplicada e acessível. Você pode conferir mais detalhes sobre a obra e conhecer outras aqui no site.

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19
dez
2017

Filme celebra os 10 anos do Programa Na Mão Certa

Comprometida há dez anos no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras, a Childhood Brasil, em parceria com as empresas C&A Modas, Gerdau e InterCement, lança o filme institucional dos 10 anos do Programa Na Mão Certa. O vídeo é um registro da trajetória do Programa, que só foi possível construir com a participação ativa de milhares de pessoas, empresas, entidades empresariais e parceiros que acreditaram que “Somos Todos Agentes de Proteção”.

Confira o vídeo institucional dos 10 anos do Programa aqui:

Sobre o Programa Na Mão Certa

Lançado em 2006, pela Childhood Brasil, é apoiado por empresas e entidades empresariais por meio da assinatura do Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, um compromisso público de atuação na proteção de crianças e adolescentes contra a exploração sexual. A principal estratégia do Programa é a educação continuada de motoristas de caminhão para atuarem como agentes de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio da denúncia de suspeitas ou ocorrências confirmadas de exploração sexual.

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10
dez
2017

O Dia Internacional dos Direitos Humanos e a proteção integral da infância no Brasil

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A Childhood Brasil, organização que atua no campo de direitos humanos com foco no direito das crianças e adolescentes, celebra hoje, 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data foi instituída em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas (ONU) adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas.

Publicada após a barbárie da Segunda Guerra Mundial, a Declaração Universal dos Direitos Humanos teve o intuito de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos: nos 30 artigos do documento estão descritos os direitos básicos que garantem uma vida digna para todos os habitantes do mundo (liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação e moradia adequadas, respeito, não-discriminação, entre outros).

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas. Tornou-se, portanto, um marco normativo que serve de guia para as condutas de governos e cidadãos. Seus princípios inspiraram e estão amplamente disseminados no arcabouço legal dos mais diversos países, assim como nos inúmeros tratados internacionais que versam sobre o tema.

Seus princípios estão detalhados em tratados internacionais tais como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial, Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes e a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.

A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança é um tratado que visa à proteção de crianças e adolescentes de todo o mundo, aprovada na Resolução 44/25 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1989. Dentre os princípios consagradas pela Convenção, estão o direito à vida, à liberdade, as obrigações dos pais, da sociedade e do Estado em relação à criança e ao adolescente. Os estados signatários ainda se comprometem a assegurar a proteção de crianças e adolescentes contra as agressões, ressaltando em seu artigo 19 o combate à sevícia, exploração e violência sexual.

O Brasil foi o primeiro país a transformar em lei o que preconiza a Convenção. Ela foi incorporada às leis nacionais por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é o conjunto de normas do ordenamento jurídico brasileiro que tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas e expedindo encaminhamentos para o juiz. É o marco legal e regulatório dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é, portanto, um dia para a coletividade global relembrar da importância e do desafio que é assegurar a implementação na sua integridade da Declaração dos Direitos Humanos e dos tratados que dela se originaram, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil.

Conheça algumas conquistas do ECA no enfrentamento da violência sexual de crianças e adolescentes.

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17
nov
2017

Pesquisa da Childhood Brasil destaca a importância do papel dos Conselhos Tutelares na proteção à infância

No dia 18/11, quando se comemora o Dia Nacional do Conselho Tutelar, organização fundada pela Rainha Silvia da Suécia ressalta o trabalho pela promoção dos Direitos das Crianças e Adolescentes

Pesquisa realizada por iniciativa da Childhood Brasil, em parceria com a Fundação OAK, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SMAS/DH-RJ), destaca a importância dos Conselhos Tutelares na promoção e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. O estudo analisou os dados de registros de diferentes violações dos direitos das crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, especialmente a violência sexual, antes, durante e depois da Copa do Mundo de 2014.

Um Conselheiro Tutelar atua diretamente no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violações de direitos humanos em sua comunidade. É o agente de proteção que aplica as medidas previstas no Estatuto da Criança e Adolescente e faz encaminhamentos das vítimas dentro dos serviços públicos. Também faz parte das atribuições orientar pais e responsáveis de crianças e adolescentes. O estudo da Childhood Brasil foi realizado em 5 dos 18 Conselhos Tutelares do Rio de Janeiro e contou também com a participação da sociedade civil, instituições públicas e organizações internacionais.

O levantamento revela uma tendência de queda dos registros no período de 2012-2014, sem sofrer fortes oscilações mensais. A principal porta de entrada dos dados é por demanda espontânea da comunidade e pelo Disque-Denúncia 100. E as violações mais recorrentes são a negligência, violência física e psicológica. Em média, 30% dos registros de violência física e psicológica ocorrem associados à negligência. Os bairros com o maior número de registros das violações mais recorrentes são: Campo Grande, Tijuca, Rocinha, Vila Isabel, Copacabana, Centro, Inhoaíba, Cosmos, Botafogo, São Cristovão e Grajaú. A maioria das vítimas é do sexo feminino, com idade entre zero e 11 anos, branca e parda, e com ensino fundamental.

“O dia 18 de novembro é uma data importante para a rede de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Nossa pesquisa confirma a necessidade de termos conselheiros tutelares treinados e com ferramentas adequadas para desenvolver o seu papel. Nesse sentido, defendemos a criação de um código comum entre os órgãos para identificação dos registros de violações de direitos, ou mesmo a criação de um sistema único e integrado de informações”, explica Eva Dengler, gerente de projetos da Childhood Brasil.

Uma das principais conclusões do estudo é a falta de parametrização da nomenclatura das violações, o que torna a identificação do fenômeno complexa, assim como a comparação das informações e a preparação dos profissionais responsáveis pelos registros. Apesar desse ponto, durante a pesquisa, por exemplo, foi possível obter dados estruturados de violações de direitos como distribuição geográfica e traçar um panorama sobre os registros entre os Conselhos Tutelares – com influência direta sobre a forma de identificação das violações e características socioeconômicas e classificação dos crimes.

“A necessidade de tornar mais consistente os mecanismos de coleta, armazenamento, análise e divulgação desses dados é peça fundamental para estabelecer medidas efetivas de monitoramento, de prevenção e de enfrentamento de violações contra crianças”, conclui Eva. Fazem parte de dados estratégicos, por exemplo, renda, escolaridade e situação de rua, tanto das vítimas quanto dos suspeitos. Informações que poderia contribuir sensivelmente para melhorar a eficiência das políticas públicas de proteção às vítimas e aos seus familiares.

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9
out
2017

Atlantica Hotels promove campanha “Mês da Criança” em parceria com a Childhood Brasil

CHILDHOOD

Childhood Brasil e Atlantica comemoram, neste mês, a sanção da lei 13.431/2017, que garante escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual

Um marco para infância e adolescência brasileira, a sanção da Lei 13.431/2017, que visa assegurar um protocolo de atendimento para a escuta especializada de meninos e meninas vítimas e/ou testemunhas de violências, em especial a violência sexual, será o tema da campanha do mês de outubro da Atlantica Hotels em parceria com a Childhood Brasil.

Para celebrar a conquista e facilitar a divulgação deste marco para os hóspedes da rede, todos os hotéis da Atlantica colocarão, a partir desta quinta-feira (12), um casal de bonecos de pano no balcão das recepções, que permanecerá até o final de 2018. As áreas comuns e elevadores dos empreendimentos também estarão decorados com lobby mídia e flyers, estampados com a imagem dos bonecos, reforçando a mensagem Dê Voz Às Crianças.

“Foi necessária muita articulação, dedicação e apoio de entidades e parceiros, como a Atlantica Hotels, para a aprovação da nova legislação. A realização do depoimento especial e da escuta protegida de crianças e adolescentes visa acabar com a revitimização sofrida em uma investigação. Pesquisas apontam que uma vítima tem de relatar de oito a dez vezes a violência sofrida ao longo do processo judicial”, afirma Eva Dengler, gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

Segundo Ana Paula Nunes, diretora-executiva de Recursos Humanos da Atlantica Hotels, sancionar a Lei foi o primeiro passo. “A partir de agora, vamos concentrar nossos esforços em ajudar a Childhood Brasil a divulgar a importância da implantação da Lei principalmente por meio de nossa ampla penetração no Brasil, onde operamos mais de 90 hotéis, presentes em 41 cidades, dentre as quais, 14 capitais mais o Distrito Federal”, afirma a executiva, acrescentando que “só teremos êxito na continuidade deste imenso desafio com a participação e engajamento dos nossos hotéis”.

Eva Dengler afirma, ainda, que o próximo desafio da Childhood Brasil é influenciar a criação de Centros de Atendimento Integrado para criança e adolescentes vítimas de violência. “Centros de referência como estes já existem em Belém, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Teresópolis e Vitória da Conquista. É preciso que novos municípios se adequem a nova legislação”, diz a porta-voz da Childhood Brasil.

Mais informações sobre a Lei, cliquei aqui.

ARRECADAÇÃO
Pensando sempre na proteção de crianças e dos adolescentes do Brasil, a Atlantica Hotels, pioneira na adoção do Código de Conduta do Turismo contra exploração sexual infanto-juvenil no País, promove, também, uma campanha de arrecadação em prol da Childhood Brasil.

“Queremos estimular cada hóspede a fazer doação no cofrinho da recepção ou arredondar a conta no check-out”, comenta Ana Paula Nunes.

Outro ponto da campanha nos hotéis são os Produtos do Bem que trazem o selo “Criança Aqui é Legal”. “Estes itens estão disponíveis no minibar dos apartamentos, cujo valor do consumo é parcialmente repassado para a Childhood Brasil”, conclui a executiva da Atlantica.

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