Criação de vínculo afetivo ou de confiança, especialmente quando o agressor já faz parte do convívio da vítima; Apresentação de uma imagem de cuidado, proteção ou afeto, para reduzir defesas e gerar dependência emocional; Uso de manipulação, chantagem emocional ou ameaças veladas para manter o sigilo;
| Alerta de gatilho: as situações descritas a seguir podem ser desconfortáveis para vítimas de violência sexual |
A violência sexual contra crianças e adolescentes não acontece de uma única forma, nem segue um padrão único. Ela pode ocorrer em diferentes contextos — familiares, institucionais, comunitários ou digitais — e, na maioria das vezes, não começa com força física ou ameaça explícita.
Em geral, o agressor se aproveita de desigualdades de poder, da confiança e da vulnerabilidade da criança ou do adolescente para se aproximar, manipular e silenciar. Por isso, compreender como a violência acontece na prática é fundamental para reconhecê-la, preveni-la e interrompê-la.
Independentemente do contexto, a violência sexual costuma envolver algumas estratégias recorrentes:
Em situações menos frequentes, mas possíveis, a violência pode ocorrer de forma direta, agressiva e coercitiva desde o início.