Pioneiros na luta contra o abuso e a exploração sexual DE crianças e adolescentes

Estratégias comuns usadas por agressores

Criação de vínculo afetivo ou de confiança, especialmente quando o agressor já faz parte do convívio da vítima; Apresentação de uma imagem de cuidado, proteção ou afeto, para reduzir defesas e gerar dependência emocional; Uso de manipulação, chantagem emocional ou ameaças veladas para manter o sigilo;

POR Childhood Brasil 02/02/2026
Tempo de leitura: 2 mins

A violência sexual contra crianças e adolescentes não acontece de uma única forma, nem segue um padrão único. Ela pode ocorrer em diferentes contextos — familiares, institucionais, comunitários ou digitais — e, na maioria das vezes, não começa com força física ou ameaça explícita.

Em geral, o agressor se aproveita de desigualdades de poder, da confiança e da vulnerabilidade da criança ou do adolescente para se aproximar, manipular e silenciar. Por isso, compreender como a violência acontece na prática é fundamental para reconhecê-la, preveni-la e interrompê-la.

Independentemente do contexto, a violência sexual costuma envolver algumas estratégias recorrentes:

  • Criação de vínculo afetivo ou de confiança, especialmente quando o agressor já faz parte do convívio da vítima;
  • Apresentação de uma imagem de cuidado, proteção ou afeto, para reduzir defesas e gerar dependência emocional;
  • Uso de manipulação, chantagem emocional ou ameaças veladas para manter o sigilo;
  • Gradualidade: comportamentos aparentemente “inofensivos” podem evoluir para atos cada vez mais invasivos;
  • Isolamento da vítima, seja físico ou emocional.

Em situações menos frequentes, mas possíveis, a violência pode ocorrer de forma direta, agressiva e coercitiva desde o início.

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