18
nov
2015

Como identificar os sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes – Parte 1

LO_CH_Abuso_v4Crianças e adolescentes “avisam” de diversas maneiras, quase sempre não verbais, as situações de maus-tratos ou abuso sexual. As evidências de ocorrência de violência sexual são compostas não somente por um, mas por um conjunto de indicadores. Um bom conhecimento sobre as principais características das diferentes fases de desenvolvimento ajuda a esclarecer se o comportamento apresentado é indicativo ou não de abuso sexual. Saiba como ficar atento e entender esses sinais. 

A relação de afeto e confiança com a criança ou o adolescente é o que facilita a criação de um canal de comunicação por meio do qual eles próprios podem se sentir a vontade para relatar situações de violência, caso ocorram. Reunimos aqui, alguns  sinais que crianças e adolescentes podem dar sobre a ocorrência de abuso sexual.

PARTE 1: Sinais corporais ou provas materiais:

  • Enfermidades psicossomáticas, que são uma série de problemas de saúde sem aparente causa clínica, tais como: dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e outras dificuldades digestivas, que têm, na realidade, fundo psicológico e emocional;
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs, incluindo Aids), identificadas por meio de coceira da área genital, infecções urinárias, odor vaginal, corrimento ou outras secreções vaginais e penianas e cólicas intestinais;
  • Manifestações físicas não condizentes com a idade da criança como dor, inchaço, lesão ou sangramento nas áreas da vagina ou ânus a ponto de causar, inclusive, dificuldade em caminhar e sentar;
  • Gravidez precoce ou aborto;
  • Ganho ou perda de peso, visando afetar a atratividade diante do agressor;
  • Traumatismo físico ou lesões corporais;
  • Surgimento de objetos pessoais, brinquedos, dinheiro e outros bens que estão além das possibilidades financeiras da criança ou adolescente.

Caso desconfie de algum caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, denuncie. Disque 100 ou veja outras formas de procurar ajuda na nossa página Como Agir.

Confira aqui a parte 2 dessa publicação.

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