4
nov
2016

Inaugurado em Brasília Centro 18 de Maio para atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, com apoio da Childhood Brasil e UNICEF

_post_blog

A luta contra a violência sexual de crianças e adolescentes em Brasília ganhou força. Em 25 de outubro, o governador Rodrigo Rollemberg inaugurou, no Distrito Federal, o Centro 18 de Maio. A unidade de atendimento está localizada na Asa Sul. A expectativa é de atender cerca de 360 pessoas por ano, levando em conta o número de denúncias recebidas pelo Disque 100 do Distrito Federal.

Este é o primeiro centro de atendimento integrado da região Centro-Oeste do Brasil, sendo provavelmente o sexto do país. Diferente dos demais serviços, neste crianças e adolescentes falam apenas uma vez sobre o fato ocorrido para, em seguida, receber imediatamente todo o encaminhamento necessário. O centro evita a chamada violência institucional, que acontece quando a pessoa que sofreu violência é obrigada a relembrar e recontar o fato em cada um dos serviços. A escuta é qualificada e todo atendimento será integrado.

Além de ser uma das parceiras na capacitação dos profissionais que atuarão no centro, a Childhood Brasil acompanhou todo o projeto desde o seu início, tão importante para o enfrentamento da violência sexual, junto com nomes como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Sabin. O gerente de Advocacy da Childhood Brasil, Itamar Gonçalves, destaca a importância da parceria da ONG na concepção. “Nós não só acompanhamos o lançamento desse atendimento, como participamos dele desde o início. Investimos no centro com ideia de que possamos criar um modelo de atendimento integrado de crianças e adolescentes e, a partir daí, sistematizar a metodologia e replicá-la em outros municípios”, explica.

De acordo com a subsecretária de políticas para crianças e adolescentes do Governo de Brasília, Perla Ribeiro, a união com a Childhood Brasil foi extremamente importante para a realização deste projeto. “A parceria com a Childhood na criação deste centro foi fundamental, pois eles nos proporcionaram a formação de agentes definidores de proteção e encaminhamento de protocolos para o distrito, além da oportunidade de contato com outros centros de atendimento integrado”, ressalta.

Em março deste ano, as ONGs e empresas parceiras do Centro 18 de Maio promoveram um encontro com todos os atores da rede de proteção à criança e ao adolescente. Nele, definiram a plataforma para implantação e fortalecimento deste serviço às vítimas ou testemunhas de violência sexual e abordaram discussões sobre o tema, facilitando o processo de formação do local no Distrito Federal. “Para nós, é fundamental a criação do centro no sentido de que avança mais um passo nesta luta, com a ajuda de redes de proteção de crianças e adolescentes contra o abuso sexual”, finaliza Perla.

Nas primeiras semanas, o centro vai focar na formação dos profissionais e na adequação do fluxo integrado para o atendimento. A partir de 6 de novembro, começa o atendimento das vítimas encaminhadas, por meio dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e Centros de Referência em Assistência Social (Cras), pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e pelos conselhos tutelares do DF. O Hospital Regional da Asa Norte (HMIB) e o Hospital Materno-Infantil de Brasília (HRAN) serão referências em casos de atendimento de saúde.

“Este centro provoca uma grande mudança estrutural para quem necessita deste tipo de serviço. Colocando a criança na centralidade dos serviços de forma protegida.”, completa Itamar.

 

Esta entrada foi publicada em Advocacy, conselho tutelar, crianças e adolescentes, Denúncia, direitos humanos, ECA, jovens, projetos sociais, proteção da infância. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Os comentários estão encerrados.

As ideias e opiniões expressas neste blog não refletem necessariamente a opinião da Childhood Brasil. Nos reservamos o direito de aprovar os comentários submetidos pelos visitantes do sitepara publicação. Não serão publicados comentários de conteúdo discriminatório, que incitem qualquer tipo de violência, que não estejam relacionados ao tema foco do blog - proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, ou de caráter duvidoso, não comprovado.