25
ago
2017

Dia Internacional da Igualdade Feminina: direitos sexuais e a gravidez na adolescência

O Dia Internacional da Igualdade Feminina, comemorado no dia 26 de agosto, é um marco importante na luta pela igualdade entre os gêneros. Dentro da sociedade em que vivemos, por séculos, a mulher foi afastada de funções importantes e direitos sociais, sendo associada unicamente à vida doméstica, ao matrimônio e, consequentemente, a um comportamento subalterno e sem voz. Hoje, apesar de grandes conquistas, a luta está longe de terminar e alguns pontos permanecem intocados pela parcela feminina. A liberdade de direitos sexuais, por exemplo, é um deles.

É nesse sentido que a publicação Gravidez na Adolescência no Brasil – Vozes de Meninas e Especialistas, feita pela parceria entre UNICEF, UNFPA e INDICA, chama atenção para esse assunto e discute sobre possíveis caminhos para aprimorar políticas públicas, programas e serviços que garantam os direitos sexuais e reprodutivos das adolescentes brasileiras. De acordo com Itamar Batista Gonçalves, gerente de Advocacy da Childhood Brasil, “é importante dar atenção para a perspectiva da voz dessas meninas no sentido de que elas também querem ser ouvidas sobre suas vontades e seus sentimentos diante da experiência que estão vivendo”.

O livro também se debruça sobre dados oficiais, depoimentos de meninas que vivenciaram a gravidez nesse período e pesquisas sobre o tema para abordar a temática diante do fenômeno da violência e exploração sexual de adolescentes, que impacta na saúde, na integridade física e psicológica da vítima e pode resultar na gravidez. Além de ressaltar a importância do enfrentamento dos casos de abusos sexuais, Itamar também ressalta que a escolha é um direito da mulher: “Costumamos pensar que as adolescentes não querem levar a gravidez adiante, mas isso não é uma verdade. Temos que ouvi-las para incentivar uma maternidade responsável, com informação e o acompanhamento certo”.

Com o questionamento “Vocês querem entender a gravidez na adolescência? Então é preciso olhar para além da nossa barriga, ouvir também nossa cabeça e nosso coração”, frase formulada por um dos grupos entrevistados durante a pesquisa, o material se propõe a superar as barreiras de gênero e divulgar informação por meio das vozes das adolescentes.

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