{"id":779,"date":"2022-05-31T13:07:32","date_gmt":"2022-05-31T16:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/childhoodbrasil.c7net.com.br\/?p=779"},"modified":"2026-01-26T11:06:34","modified_gmt":"2026-01-26T14:06:34","slug":"sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas","status":"publish","type":"acoes-e-iniciativas","link":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/","title":{"rendered":"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Heliana Castro Alves\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Quando a Childhood Brasil me convidou para escrever um artigo sobre viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as em fun\u00e7\u00e3o da campanha de 18 de maio, eu hesitei um pouco. \u00c9 um tema que precisa ser abordado com a m\u00e1xima responsabilidade. Realizei meu mestrado sobre inf\u00e2ncias feridas em 2007, mas at\u00e9 hoje eu retorno \u00e0 experi\u00eancia direta que tive junto \u00e0s crian\u00e7as violentadas, e algumas vezes, at\u00e9 afastadas de suas fam\u00edlias. Na minha pr\u00e1tica cotidiana como terapeuta ocupacional na assist\u00eancia social, muitas vezes eu me deparo com situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de lidar envolvendo situa\u00e7\u00f5es familiares\/ sociais complexas que exigem uma rede de cuidados intensiva para proteger essas inf\u00e2ncias violentadas. Resolvi ent\u00e3o aceitar o convite, me sentindo desafiada a lan\u00e7ar novas compreens\u00f5es ou estrat\u00e9gias para al\u00e9m daquelas que apontei inicialmente na minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<a id=\"_ftnref1\" href=\"http:\/\/15.228.38.4\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Antes de abordarmos estrat\u00e9gias para enfrentamento e preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as, \u00e9 necess\u00e1rio pensarmos os fatores que levam crian\u00e7as a sofrer abusos, viol\u00eancias ou serem v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o sexual. Neste sentido, antes de abordarmos o microssistema familiar, que \u00e9 onde concretamente as situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia se eclodem diante de um profissional da sa\u00fade ou da assist\u00eancia social, \u00e9 necess\u00e1rio ampliar nosso olhar e observar o macrossistema da cultura mais ampla.<\/p>\n<p>A teoria bioecol\u00f3gica de Bronfenbrenner<a id=\"_ftnref2\" href=\"http:\/\/15.228.38.4\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0pode ser uma ferramenta importante para essa compreens\u00e3o, observando os fatores de risco e vulnerabilidade em cada sistema em que a crian\u00e7a se insere. De fato, a cultura \u00e9 um fator importante a ser considerado quando falamos em inf\u00e2ncias roubadas: vivemos numa cultura adultoc\u00eantrica, patriarcal, racista e classista, que determina as v\u00edtimas mais frequentes de abusos e viol\u00eancias. Como nos mostra o pr\u00f3prio site da Childhood Brasil, as crian\u00e7as negras meninas, que se encontram na base do sistema de opress\u00e3o, s\u00e3o as v\u00edtimas mais frequentes. Isso n\u00e3o quer dizer que outras crian\u00e7as n\u00e3o possam ser abusadas, obviamente. O que queremos dizer \u00e9 que entre meninas e meninos, as meninas s\u00e3o v\u00edtimas mais frequentes porque nos encontramos numa sociedade machista, embora meninos tamb\u00e9m possam ser v\u00edtimas. Entre meninas brancas e meninas negras, as negras s\u00e3o v\u00edtimas mais frequentemente porque estamos numa sociedade machista e racista, o que n\u00e3o impossibilita que meninas brancas sejam violentadas.<\/p>\n<p>Este olhar para o fator macrossist\u00eamico da cultura, que envolve como a sociedade \u00e9 constru\u00edda historicamente, \u00e9 extremamente importante para pensarmos em estrat\u00e9gias espec\u00edficas mais amplas. Por isso que as campanhas devem ser intensificadas: a partir das m\u00eddias mais amplas (usando televis\u00e3o, internet, cartazes, etc) toda uma cultura pode ser modificada ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da necessidade de fortes campanhas publicit\u00e1rias e midi\u00e1ticas, n\u00f3s tamb\u00e9m precisamos destas campanhas intensificadas em n\u00facleos comunit\u00e1rios, aproveitando dos equipamentos sociais como escolas, Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade, Centros de Refer\u00eancia Social, hospitais, entre outros equipamentos que possam sustentar a mudan\u00e7a cultural a partir de programas ativos e de instala\u00e7\u00e3o de eventos ou interven\u00e7\u00f5es diretas que favore\u00e7am o fortalecimento de v\u00ednculo e escuta ativa das fam\u00edlias e crian\u00e7as que frequentam estes equipamentos. Uma crian\u00e7a n\u00e3o vai ligar para o 0800 do cartaz para denunciar um abuso que \u00e9 silenciado. De fato, apenas um adulto far\u00e1 isso por ela, e a verdade \u00e9 que nem sempre teremos um adulto protetor por perto da crian\u00e7a violentada. Embora o disque den\u00fancia seja extremamente importante, precisamos tamb\u00e9m abrir canais de escuta ativa das crian\u00e7as que n\u00e3o possuem uma rede social de apoio suficientemente forte entre as rela\u00e7\u00f5es sociais diretas que ela vivencia no seu cotidiano. \u00c9 importante termos isso em conta ao pensarmos em estrat\u00e9gias locais de enfrentamento durante as campanhas, com abertura de eventos e a\u00e7\u00f5es que possam intervir diretamente junto \u00e0s crian\u00e7as, suas fam\u00edlias e comunidade, propiciando espa\u00e7os de conversa, bate-papo, oficinas de cidadania, etc. A rela\u00e7\u00e3o direta destes equipamentos sociais em um determinado territ\u00f3rio, atingindo n\u00facleos familiares a partir de a\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es efetivas sobre o tema, configura o que Bronfenbrenner chama de mesossistema e favorece um fator importante que impacta positivamente o desenvolvimento infantil e a preven\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Agora vamos para o microssistema familiar, que \u00e9 onde as situa\u00e7\u00f5es concretas &#8211; infelizmente algumas vezes at\u00e9 tr\u00e1gicas &#8211; aparecem. N\u00e3o necessariamente o agressor est\u00e1 presente no n\u00facleo familiar, embora, infelizmente, na maior parte das vezes no que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia e abuso sexual, o agressor faz parte da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Algumas coisas precisamos entender enquanto cuidadores, pais e profissionais da sa\u00fade\/ assist\u00eancia social sobre a din\u00e2mica deste tipo de viol\u00eancia: o fen\u00f4meno do SIL\u00caNCIO. \u00c9 uma caracter\u00edstica diferente dos outros tipos de viol\u00eancia (como a viol\u00eancia f\u00edsica) que muitas vezes acontece \u00e0s claras. A viol\u00eancia sexual envolve as crian\u00e7as numa trama muito dif\u00edcil de escapar pelo fato delas n\u00e3o terem desenvolvido ainda recursos internos para lidar com amea\u00e7as vindas de um adulto que tem poder sobre ela. O abuso sexual envolve suas v\u00edtimas perigosamente em situa\u00e7\u00f5es de segredo que na maior parte das vezes elas n\u00e3o conseguem enfrentar sozinhas. Afinal, vivemos numa sociedade adultoc\u00eantrica, em que as crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o escutadas e muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o cr\u00edveis. O silenciamento da v\u00edtima \u00e9 um elemento importante que deve ser compreendido pelos cuidadores e profissionais para pensarmos em estrat\u00e9gias de enfrentamento ou, algumas vezes, at\u00e9 de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do meu trabalho de mestrado, num n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o direta junto a crian\u00e7as v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, eu aponto a narrativa de contos de fada, seguidas de brincadeiras simb\u00f3licas, como recursos que podem nos ajudar na compreens\u00e3o da crian\u00e7a em seu processo de desenvolvimento e express\u00e3o da sua realidade de vida. Isso porque, como aponta outros estudos como de Celso Gutfreind, o ateli\u00ea de contos oferece \u00e0s crian\u00e7as a possibilidade de recontar, re-ouvir, reviver as suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias para, a partir disso, constru\u00ed-las, cont\u00e1-las, express\u00e1-las e, sobretudo, elabor\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que o conto, enquanto uma met\u00e1fora, ofere\u00e7a um distanciamento seguro que possibilita a crian\u00e7a chegar at\u00e9 seus conflitos &#8211; relacionados a uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia &#8211; sem que ela se sinta diretamente amea\u00e7ada pela situa\u00e7\u00e3o de constrangimento de narrar um epis\u00f3dio que ainda seja perturbador a ela, especialmente quando se trata de uma viol\u00eancia sexual. O espa\u00e7o para express\u00e3o l\u00fadica de crian\u00e7as violentadas, na utiliza\u00e7\u00e3o de materiais e elementos dos contos narrados, muitas vezes as ajuda na representa\u00e7\u00e3o, express\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o conflitante. A utiliza\u00e7\u00e3o da narrativa oral e do brincar simb\u00f3lico muitas vezes favorece junto \u00e0s crian\u00e7as e ao terapeuta\/ educador, uma aproxima\u00e7\u00e3o mais afetiva, acolhedora que propicia uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a para falar sobre aquilo que as aflige, sem tocar diretamente ao ponto. \u00c9 necess\u00e1rio algumas vezes primeiro estabelecer um ambiente acolhedor para que a crian\u00e7a se sinta segura para falar, antes de abordar o tema de forma direta. E para isso, os contos, a narrativa oral e o ambiente l\u00fadico, podem apontar estrat\u00e9gias favor\u00e1veis para o desenvolvimento deste ambiente.<\/p>\n<p>Como terapeuta ocupacional, por exemplo, em um CRAS \u2013 Centro de Refer\u00eancia em Assist\u00eancia Social \u2013 eu j\u00e1 trabalhei oficinas de Body Map (desenho do pr\u00f3prio corpo em peda\u00e7os grandes de papel kraft) para conversar com as crian\u00e7as sobre as partes do corpo, alertando para situa\u00e7\u00f5es de abuso em refer\u00eancia \u00e0s partes \u00edntimas do corpo que ao serem tocadas por adultos, possam causar vergonha, medo ou estranhamento. Especialmente, na situa\u00e7\u00e3o de acolhimento e afeto seguro durante essa oficina, falamos sobre a import\u00e2ncia delas contarem as situa\u00e7\u00f5es que as constrangem, com um adulto que elas confiem muito &#8211; podendo ser um familiar, um professor, o terapeuta ocupacional, o psic\u00f3logo ou o assistente social. Essa abordagem foi preventiva.<\/p>\n<p>Para terminar esse artigo, eu gostaria de apontar algumas dicas pr\u00e1ticas de livros que podem facilitar a comunica\u00e7\u00e3o do abuso, ap\u00f3s o desenvolvimento inicial deste ambiente acolhedor de escuta afetiva atrav\u00e9s do l\u00fadico. Tenho observado que tem surgido algumas interessantes abordagens trav\u00e9s da literatura. Como eu disse, por\u00e9m, \u00e9 importante que esses livros sejam lidos por adultos &#8211; profissionais ou cuidadores &#8211; que tenham um v\u00ednculo positivo com a crian\u00e7a para que elas possam falar diretamente sobre o tema. E, algumas vezes, leva um tempo para que ocorra o processo de fortalecimento de um v\u00ednculo que permita a crian\u00e7a expressar diretamente sobre o abuso sexual. Mas aqui v\u00e3o as dicas dos livros:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cConte para algu\u00e9m\u201d de Thais Laham Morello, ilustra\u00e7\u00f5es de Luiza Pannunzio, pela editora Metanoia. Este livro \u00e9 interessante porque toca diretamente no elemento mais perturbador da din\u00e2mica do abuso sexual: o SIL\u00caNCIO. A personagem Carol consegue contar o seu \u201csegredo\u201d para uma psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cPipo e Fifi: preven\u00e7\u00e3o sexual na inf\u00e2ncia\u201d, por Caroline Arcari, ilustra\u00e7\u00f5es de Isabela Santos. O livro aborda de forma muito l\u00fadica e interessante sobre o \u201ctoque do SIM\u201d e o toque do \u201cN\u00c3O\u201d ajudando as crian\u00e7as a entenderem que determinados toques podem ser constrangedores e causar medo, e n\u00e3o devem ser guardados em sil\u00eancio, como um segredo. Acredito que essa no\u00e7\u00e3o possa ajudar as crian\u00e7as a discriminarem as situa\u00e7\u00f5es de abuso mais facilmente, j\u00e1 que elas ficam confusas quando as situa\u00e7\u00f5es de abuso s\u00e3o mascaradas em forma de carinho pelo adulto.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cN\u00e3o me toca seu boboca\u201d, de Andrea Viviane Taubman e ilustra\u00e7\u00f5es de Thais Linhares, aborda sobre situa\u00e7\u00e3o de abuso sexual cometida por um agressor de fora do n\u00facleo familiar, alertando a crian\u00e7as sobre mecanismos sutis de envolvimento da crian\u00e7a antes da configura\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de abuso. Aqui tamb\u00e9m vemos o segredo e o silenciamento, como parte da din\u00e2mica do abuso sexual ofertando recursos para que a crian\u00e7a consiga enfrentar a situa\u00e7\u00e3o, ao compreender quando um tipo de toque n\u00e3o \u00e9 apropriado.<\/p>\n<p>Antes de tudo, pensando que estou aqui falando com pais, cuidadores, professores, psic\u00f3logos, terapeutas e profissionais da assist\u00eancia social, eu gostaria de alertar que abordar sobre inf\u00e2ncias feridas, nos remete frequentemente \u00e0s nossas pr\u00f3prias dores. Por isso que atender essas crian\u00e7as violentadas ou at\u00e9 em situa\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, nos exige um olhar para nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, esse olhar para si, ou para as hist\u00f3rias de amigas e amigos da sua inf\u00e2ncia que foram violentados, pode ser muito importante para o desenvolvimento de compet\u00eancias profissionais e individuais para lidar assertivamente com essas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 por almejar o fortalecimento de redes de acolhimento e cuidado \u00e0s inf\u00e2ncias feridas, que escrevo este artigo. Todos n\u00f3s somos respons\u00e1veis pelas nossas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Heliana Castro Alves<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 terapeuta ocupacional formada pela UFSCar, atuando na assist\u00eancia social e em diferentes servi\u00e7os e contextos sociais. Possui mestrado em educa\u00e7\u00e3o especial pela UFSCar e doutorado em psicossociologia pela UFRJ. Atualmente \u00e9 docente do departamento de terapia ocupacional da UFTM e supervisora de est\u00e1gio, atuando diretamente em equipamentos sociais e de cultura em comunidades perif\u00e9ricas.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n<p>Alves, Heliana Castro Alves. \u201cUtiliza\u00e7\u00e3o de contos de fadas e atividades simb\u00f3licas na compreens\u00e3o de crian\u00e7as v\u00edtimas de viol\u00eancia\u201d. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Especial do Centro de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, 2007. Acesse a disserta\u00e7\u00e3o integral no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/2972?show=full\">https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/2972?show=full<\/a>.<\/p>\n<p>Alves, Heliana Castro Alves; Emmel, Maria Luisa Guillaumon. Abordagem bioecol\u00f3gica e narrativas orais: Um estudo com crian\u00e7as vitimizadas. Paid\u00e9ia, 2008, 18 (39), pp 85 \u2013 100. Dispon\u00edvel no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/paideia\/a\/N8r54KKhXP4vfqbzTwfn7Bk\/?lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/paideia\/a\/N8r54KKhXP4vfqbzTwfn7Bk\/?lang=pt<\/a>.<\/p>\n<p>Bronfenbrenner, Urie. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. S\u00e3o Paulo: Artmed, 1996.<\/p>\n<p>Gutfreind, Celso. O terapeuta e o lobo: a utiliza\u00e7\u00e3o do conto na psicoterapia da crian\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo, 2003.<\/p>\n<p>Morello, Thais Laham. \u201cConte para algu\u00e9m\u201d, ilustra\u00e7\u00f5es de Luiza Pannunzio, pela editora Metanoia<\/p>\n<p>Arcari, Caroline. \u201cPipo e Fifi: preven\u00e7\u00e3o sexual na inf\u00e2ncia\u201d, ilustra\u00e7\u00f5es de Isabela Santos. Editora Caqui, 2020.<\/p>\n<p>Taubman, Andrea Viviane. \u201cN\u00e3o me toca seu boboca\u201d, ilustra\u00e7\u00f5es de Thais Linhares. Editora aletria, 2020.<\/p>\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"http:\/\/15.228.38.4\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0Alves, Heliana Castro Alves. \u201cUtiliza\u00e7\u00e3o de contos de fadas e atividades simb\u00f3licas na compreens\u00e3o de crian\u00e7as v\u00edtimas de viol\u00eancia\u201d. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Especial do Centro de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, 2007. Acesse a disserta\u00e7\u00e3o integral no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/2972?show=full\">https:\/\/repositorio.ufscar.br\/handle\/ufscar\/2972?show=full<\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m poss\u00edvel acessar o artigo escrito a partir da disserta\u00e7\u00e3o no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/paideia\/a\/N8r54KKhXP4vfqbzTwfn7Bk\/?lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/paideia\/a\/N8r54KKhXP4vfqbzTwfn7Bk\/?lang=pt<\/a><\/p>\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"http:\/\/15.228.38.4\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>[2] \u00c9 poss\u00edvel conhecer melhor a obra de Urie Bronfenbrenner, sugere-se a leitura: \u201cA ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. S\u00e3o Paulo, Artmed, 1996.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":780,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"class_list":["post-779","acoes-e-iniciativas","type-acoes-e-iniciativas","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.14 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Heliana Castro Alves\u00a0 \u00a0 Quando a Childhood Brasil me convidou para escrever um artigo sobre viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as em fun\u00e7\u00e3o da campanha de 18 de maio, eu hesitei um pouco. \u00c9 um tema que precisa ser abordado com a m\u00e1xima responsabilidade. Realizei meu mestrado sobre inf\u00e2ncias feridas em 2007, mas at\u00e9 hoje eu [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Childhood Brasil\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-01-26T14:06:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/childhood-blog-infanciasferidas-1.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"996\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"470\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/\",\"url\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/\",\"name\":\"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/#website\"},\"datePublished\":\"2022-05-31T16:07:32+00:00\",\"dateModified\":\"2026-01-26T14:06:34+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Iniciativas Childhood\",\"item\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as?\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/\",\"name\":\"Childhood Brasil\",\"description\":\"Pioneiros na luta contra o abuso e a explora\u00e7\u00e3o sexual DE crian\u00e7as e adolescentes\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.childhood.org.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil","og_description":"Por Heliana Castro Alves\u00a0 \u00a0 Quando a Childhood Brasil me convidou para escrever um artigo sobre viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as em fun\u00e7\u00e3o da campanha de 18 de maio, eu hesitei um pouco. \u00c9 um tema que precisa ser abordado com a m\u00e1xima responsabilidade. Realizei meu mestrado sobre inf\u00e2ncias feridas em 2007, mas at\u00e9 hoje eu [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/","og_site_name":"Childhood Brasil","article_modified_time":"2026-01-26T14:06:34+00:00","og_image":[{"width":996,"height":470,"url":"https:\/\/www.childhood.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/childhood-blog-infanciasferidas-1.png","type":"image\/png"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/","url":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/","name":"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as? - Childhood Brasil","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.childhood.org.br\/#website"},"datePublished":"2022-05-31T16:07:32+00:00","dateModified":"2026-01-26T14:06:34+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sobre-infancias-feridas-podemos-prevenir-o-abuso-sexual-contra-criancas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.childhood.org.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Iniciativas Childhood","item":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Sobre inf\u00e2ncias feridas: podemos prevenir o abuso sexual contra crian\u00e7as?"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.childhood.org.br\/#website","url":"https:\/\/www.childhood.org.br\/","name":"Childhood Brasil","description":"Pioneiros na luta contra o abuso e a explora\u00e7\u00e3o sexual DE crian\u00e7as e adolescentes","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.childhood.org.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/acoes-e-iniciativas\/779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/acoes-e-iniciativas"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/types\/acoes-e-iniciativas"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/media\/780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/media?parent=779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.childhood.org.br\/api\/wp\/v2\/tags?post=779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}