{"id":2606,"date":"2011-07-11T09:47:59","date_gmt":"2011-07-11T12:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/childhoodbrasil.c7net.com.br\/?p=2606"},"modified":"2026-01-26T11:08:45","modified_gmt":"2026-01-26T14:08:45","slug":"uma-historia-que-eu-nao-gostaria-de-contar-texto-de-adriano-silva","status":"publish","type":"acoes-e-iniciativas","link":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/uma-historia-que-eu-nao-gostaria-de-contar-texto-de-adriano-silva\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria que eu n\u00e3o gostaria de contar \u2013 Texto de Adriano Silva"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\"><strong>Fonte do texto:\u00a0www.exame.com.br<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Se voc\u00ea silenciar, vira c\u00famplice, parceiro. Se voc\u00ea virar a cara e fingir que n\u00e3o est\u00e1 acontecendo, tamb\u00e9m.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 assim. Uma mulher de uns 50 e poucos anos, pobre, sem instru\u00e7\u00e3o, mora na periferia de uma grande capital brasileira. N\u00e3o \u00e9 miser\u00e1vel, pelos padr\u00f5es do Brasil, mas acomodou-se na ignor\u00e2ncia e na falta de perspectiva. Se morasse nos Estados Unidos, seria daqueles pessoas sem respeito pr\u00f3prio que decidem viver do welfare, \u00e0s custas da ajuda do governo para n\u00e3o morrer de fome, o que \u00e9 o \u00faltimo est\u00e1gio na estrutura social americana. Por aqui, ela \u00e9 mais uma entre tantas integrantes da classe D, equilibrando-se precariamente no \u00faltimo degrau da dignidade, ainda com alguma comida sobre a mesa mas com a certeza de que jamais ascenderia \u00e0 classe m\u00e9dia baixa.<\/p>\n<p>Essa mulher tem duas filhas, ambas com pouco mais de 25 anos. Cada uma de um casamento diferente. Os progenitores, como \u00e9 comum, viviam suas vidas noutro lugar, talvez com outras fam\u00edlias, absolutamente alheios ao curso das vidas daquelas duas meninas. A mulher tem um novo marido. Um namorado que, tamb\u00e9m como \u00e9 comum, virou um agregado da casa. A filha mais nova da mulher tem um menino de 8 anos. A filha mais velha tamb\u00e9m tem uma filha. Eles moram todos juntos. A filha mais velha teve a sua menina ainda adolescente, como \u00e9 comum. E tamb\u00e9m como \u00e9 comum, essa menina, a neta da matriarca, tamb\u00e9m engravidou adolescente. Eis o que n\u00e3o \u00e9 comum: a crian\u00e7a que essa menina deu \u00e0 luz \u00e9 filha do namorado da av\u00f3. Ou seja: o padrasto da sua m\u00e3e \u00e9 ao mesmo tempo pai leg\u00edtimo e bisav\u00f4 posti\u00e7o da crian\u00e7a rec\u00e9m nascida. O homem abusou sexualmente da neta da sua companheira. Repetidas vezes, soube-se depois. Se \u00e9 que j\u00e1 n\u00e3o se sabia disso antes. A menina, aos 13 anos, era m\u00e3e do bisneto da sua av\u00f3 e tamb\u00e9m uma v\u00edtima da viol\u00eancia sexual imposta pelo namorado que a dona dessa pens\u00e3o manicomial havia trazido para dentro de casa.<\/p>\n<p>Acredite ou n\u00e3o, depois do pequeno rebuli\u00e7o armado com a gravidez da neta nessas condi\u00e7\u00f5es hediondas, a dona da casa resolveu permitir que o namorado continuasse morando ali. Perdoou-o. A fam\u00edlia, ou aquele ajuntamento de gentes, como voc\u00ea preferir, continuou morando junto, assistindo TV amontoada na sala, dividindo o mesmo banheiro e a mesma geladeira. At\u00e9 que, algum tempo depois, o previs\u00edvel aconteceu: o namorado da mulher, padrasto das filhas, pai e bisav\u00f4 posti\u00e7o do beb\u00ea, abusou daquele que seria o seu outro neto, o menino de 8 anos, filho da filha mais nova de sua companheira. Um menino, na tenra inf\u00e2ncia, muito antes da puberdade, fora abusado sexualmente por seu av\u00f4 emprestado, pelo amante da av\u00f3.<\/p>\n<p>Outro rebuli\u00e7o e desta vez o sujeito \u00e9 colocado para fora de casa. Depois de ter maculado indelevelmente duas crian\u00e7as. Sob a neglig\u00eancia e a quase cumplicidade da mulher e tamb\u00e9m de suas duas filhas, m\u00e3es das crian\u00e7as vitimadas, que de algum modo compactuaram com as condi\u00e7\u00f5es para que esse pesadelo acontecesse. Essa \u00e9 a \u00faltima not\u00edcia que tenho para relatar. Talvez o abusador j\u00e1 tenha voltado e tenha sido outra vez perdoado e tenha sido outra vez reintegrado \u00e0 casa. Talvez a mulher tenha consumado suas amea\u00e7as de mandar mat\u00e1-lo e ele j\u00e1 esteja apodrecendo numa vala. N\u00e3o sei. O que sei \u00e9 que esse conto de horror n\u00e3o aconteceu apenas na periferia de uma cidade brasileira, ele aconteceu tamb\u00e9m na periferia da minha fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Resolvi contar essa hist\u00f3ria porque o sil\u00eancio \u00e9 sempre favor\u00e1vel ao crime, \u00e9 sempre um incentivo a que as agress\u00f5es se repitam e se eternizem. Especialmente no que se refere ao abuso e \u00e0 viol\u00eancia sexual contra menores. Esse \u00e9 um dos maiores tabus que ainda existem entre n\u00f3s. Ningu\u00e9m quer saber, ningu\u00e9m quer ouvir, ningu\u00e9m quer enxergar, ningu\u00e9m quer admitir que isso existe, ningu\u00e9m quer lidar com fatos dessa natureza. Todo mundo prefere achar que isso s\u00f3 acontece l\u00e1 longe, com os outros, num lugar distante o suficiente para n\u00e3o nos envolvermos, para n\u00e3o termos que encarar a foto insuport\u00e1vel nem sentir o cheiro f\u00e9tido. No entanto, apagar a luz n\u00e3o faz o monstro desaparecer. Ao contr\u00e1rio, isso s\u00f3 o torna mais letal \u2013 porque o monstro enxerga e opera no escuro, e n\u00f3s n\u00e3o. \u00c9 constrangedor e \u00e9 desagrad\u00e1vel relatar uma hist\u00f3ria dessas. Mas j\u00e1 aprendi que \u00e9 muito mais vergonhoso n\u00e3o cont\u00e1-la. Porque isso significa em grande medida compactuar com ela, oferecer condi\u00e7\u00f5es para que ela continue acontecendo e ceifando novas v\u00edtimas. E essa \u00e9 uma guarida que eu jamais oferecerei ao Lado Sombrio da For\u00e7a. Eu sou Jedi.<\/p>\n<p>A saber: em 2010, fiz o primeiro trabalho volunt\u00e1rio da minha vida, ajudando o pessal da Childhood, do World Childhood Foundation (WCF), a Funda\u00e7\u00e3o da Rainha S\u00edlvia, da Su\u00e9cia, a lan\u00e7ar o seu site. Isto certamente n\u00e3o foi uma coincid\u00eancia. Se voc\u00ea conhece algum caso como esse, ou desconfia que algo parecido possa estar acontecendo ou possa vir a acontecer com algu\u00e9m, se voc\u00ea foi abusado ou se voc\u00ea sente que em algum momento pode vir a se tornar um abusador, entre em contato com eles. Denuncie, pe\u00e7a informa\u00e7\u00e3o, solicite ajuda.<\/p>\n<p>Adriano Silva<\/p>\n<p>28\/01\/2011<\/p><\/div>\n<div class=\"row dados-publicacao\"><\/div>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"class_list":["post-2606","acoes-e-iniciativas","type-acoes-e-iniciativas","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.14 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Uma hist\u00f3ria que eu n\u00e3o gostaria de contar \u2013 Texto de Adriano Silva - Childhood Brasil<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/uma-historia-que-eu-nao-gostaria-de-contar-texto-de-adriano-silva\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Uma hist\u00f3ria que eu n\u00e3o gostaria de contar \u2013 Texto de Adriano Silva - Childhood Brasil\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Fonte do texto:\u00a0www.exame.com.br Se voc\u00ea silenciar, vira c\u00famplice, parceiro. 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