{"id":1726,"date":"2015-05-28T14:07:11","date_gmt":"2015-05-28T17:07:11","guid":{"rendered":"https:\/\/childhoodbrasil.c7net.com.br\/?p=1726"},"modified":"2026-01-26T11:07:54","modified_gmt":"2026-01-26T14:07:54","slug":"sexualidade-no-curriculo-escolar-temas-e-desafios","status":"publish","type":"acoes-e-iniciativas","link":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sexualidade-no-curriculo-escolar-temas-e-desafios\/","title":{"rendered":"Sexualidade no curr\u00edculo escolar: temas e desafios"},"content":{"rendered":"<p>Quando a orienta\u00e7\u00e3o sexual passou a fazer parte dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino fundamental, lan\u00e7ados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o entre 1995 e 98, a psic\u00f3loga Yara Say\u00e3o, do Servi\u00e7o de Psicologia Escolar da USP, comemorou: \u201cFinalmente a sexualidade entra pela porta da frente\u201d.<\/p>\n<p>Afinal, as escolas j\u00e1 n\u00e3o precisavam mais pedir permiss\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias para tratar da quest\u00e3o em sala de aula e podiam trabalh\u00e1-la de forma transversal, ou seja, relacionando-a a v\u00e1rias \u00e1reas de conhecimento. \u201cAs crian\u00e7as recebem os valores em casa, mas na escola t\u00eam oportunidade de coloc\u00e1-los em discuss\u00e3o, al\u00e9m de conhecer outros\u201d, afirma Yara. \u201cEssa diversidade do ambiente escolar \u00e9 muito valiosa. A orienta\u00e7\u00e3o sexual, portanto, amplia o universo de valores e informa\u00e7\u00f5es dos alunos e contribui para suas escolhas.\u201d<\/p>\n<p>Mais de uma d\u00e9cada depois, muitas escolas em todo o Brasil j\u00e1 inclu\u00edram a orienta\u00e7\u00e3o sexual em sua grade curricular e um n\u00famero consider\u00e1vel de professores passou por algum tipo de capacita\u00e7\u00e3o para saber lidar com o tema. Por\u00e9m, os desafios ainda s\u00e3o muitos. Como acompanhar as aceleradas mudan\u00e7as socioculturais e comportamentais que t\u00eam implodido os valores tradicionais e influenciado consideravelmente as gera\u00e7\u00f5es mais novas? \u201cMuitos educadores se encontram atrapalhados com essas mudan\u00e7as e por isso se omitem\u201d, diz Yara. \u201cMas a escola n\u00e3o pode abrir m\u00e3o de sua fun\u00e7\u00e3o.\u201d Isso significa p\u00f4r em pauta a sexualidade \u2013 dimens\u00e3o constitutiva do ser humano, segundo a psic\u00f3loga, que abrange tamb\u00e9m aspectos sociais. E, no caso dos educadores, considerar temas dif\u00edceis, como os que v\u00eam a seguir.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia sexual<\/strong>\u00a0\u2013 O corpo infantil \u00e9 diferente do corpo de um adulto. Sendo assim, o modo de viver a sexualidade tamb\u00e9m \u00e9 diverso. \u201cO toque genital, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 indiferente. Em muitas ocasi\u00f5es, a descoberta dessas sensa\u00e7\u00f5es se d\u00e1 entre pares. Por\u00e9m, o toque de um adulto ou um adolescente mais velho deixa marcas ps\u00edquicas na crian\u00e7a porque envolve intencionalidade.\u201d De acordo com Yara, a viol\u00eancia sexual n\u00e3o se refere apenas \u00e0 amea\u00e7a f\u00edsica; pressup\u00f5e a submiss\u00e3o de um ao desejo do outro, fazendo deste um mero objeto de prazer \u2013 e n\u00e3o um sujeito. \u201cEntre adultos, a aus\u00eancia de concord\u00e2ncia caracteriza o abuso. Mas a crian\u00e7a n\u00e3o consegue significar a rela\u00e7\u00e3o abusiva nem sair dela, convivendo com a ambival\u00eancia de sentimentos, como o prazer e o desprazer\u201d, explica. \u201cO abuso sexual nega \u00e0 crian\u00e7a a apropria\u00e7\u00e3o do seu corpo por ela mesma.\u201d<\/p>\n<p><strong>Erotiza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia<\/strong>\u00a0\u2013 Para a psic\u00f3loga, parece evidente que a ind\u00fastria do consumo tenha encontrado nas crian\u00e7as e nos adolescentes seu novo e grande fil\u00e3o \u2013 como o incremento da moda infantojuvenil, com roupas que imitam as dos adultos. Al\u00e9m disso, crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o cada vez mais expostos \u00e0s propagandas que apresentam o corpo feminino associado a produtos diversos, veiculadas indiscriminadamente, e a programas de TV, m\u00fasicas ou filmes extremamente erotizados. Isso aumenta a curiosidade, as fantasias e a ansiedade da garotada, que, mesmo sem compreender por completo a mensagem ou os conceitos de tais est\u00edmulos, quer fazer igual.<\/p>\n<p>\u201cUm exemplo \u00e9 o jogo de sedu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Yara. \u201cQuando se trata de uma mulher adulta, h\u00e1 todo um percurso ps\u00edquico, que passa pela intimidade com o pr\u00f3prio corpo e pela decis\u00e3o de a quem mostr\u00e1-lo e a quem n\u00e3o. Ela sabe em que ocasi\u00f5es pode vestir uma blusa transparente ou, se vai usar um decote, tem consci\u00eancia e intencionalidade em sua op\u00e7\u00e3o. Uma menina de 11, 12 anos, n\u00e3o. Afinal, ela est\u00e1 apenas imitando as adultas, mas n\u00e3o sabe lidar com os significados decorrentes disso.\u201d Segundo psic\u00f3loga, nesses casos, mesmo certos olhares masculinos podem ser bastante violentos para as crian\u00e7as ou adolescentes por desencadearem sensa\u00e7\u00f5es para as quais elas n\u00e3o est\u00e3o preparadas e n\u00e3o t\u00eam resposta e com as quais n\u00e3o sabem lidar.<\/p>\n<p>\u201cEm situa\u00e7\u00f5es como essa, a crian\u00e7a n\u00e3o se banca\u201d, conta Yara. \u201cPor isso, essa permissividade exagerada acaba por coloc\u00e1-la em risco. Enquanto meninas promovem um jogo infantil entre elas, ao usar determinadas roupas ou objetos mais provocantes, muitos homens n\u00e3o veem assim.\u201d<\/p>\n<p><strong>Confus\u00e3o de conceitos<\/strong>\u00a0\u2013 Outro fato que contribui para a vulnerabilidade de crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 a dilui\u00e7\u00e3o dos limites entre o privado e o p\u00fablico, entre o que \u00e9 apenas \u201cmeu\u201d e aquilo que pode ser mostrado. \u201cA viv\u00eancia do prazer pressup\u00f5e intimidade e privacidade\u201d, afirma a psic\u00f3loga. \u201c\u00c9 preciso haver portas em casa e deix\u00e1-las fechadas em determinadas situa\u00e7\u00f5es, por exemplo. Mas, quando um programa coloca c\u00e2meras escondidas tamb\u00e9m nesses espa\u00e7os \u00edntimos, a no\u00e7\u00e3o de privacidade para a crian\u00e7a fica confusa.\u201d<\/p>\n<p>Assim, as crian\u00e7as e os adolescentes t\u00eam dificuldades em aprender a construir a pr\u00f3pria intimidade. Al\u00e9m disso, a excessiva padroniza\u00e7\u00e3o veiculada pela m\u00eddia tamb\u00e9m atrapalha: modelos hegem\u00f4nicos de corpo como sin\u00f4nimos de beleza, atra\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Um dos poss\u00edveis danos, diz Yara, \u00e9 a aliena\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio prazer, independentemente da mec\u00e2nica peculiar de sua sexualidade; afinal, aquilo que \u00e9 \u201cbom\u201d e o que \u00e9 \u201cruim\u201d j\u00e1 est\u00e3o pr\u00e9-determinados. \u201cAs crian\u00e7as, ent\u00e3o, n\u00e3o criam singularidades, n\u00e3o descobrem do que elas mesmas gostam, qual \u00e9 jeito caracter\u00edstico delas de atrair algu\u00e9m etc. Apenas seguem os padr\u00f5es\u201d, constata. \u201cPor isso, urge uma educa\u00e7\u00e3o que vise \u00e0 consci\u00eancia do bem-estar e do pr\u00f3prio prazer e que meninos e meninas tenha a oportunidade de trilhar seu percurso singular em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade.\u201d<\/p>\n<p>*Post originalmente publicado em 08\/09\/2010<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"class_list":["post-1726","acoes-e-iniciativas","type-acoes-e-iniciativas","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.14 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Sexualidade no curr\u00edculo escolar: temas e desafios - Childhood Brasil<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/sexualidade-no-curriculo-escolar-temas-e-desafios\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sexualidade no curr\u00edculo escolar: temas e desafios - Childhood Brasil\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Quando a orienta\u00e7\u00e3o sexual passou a fazer parte dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino fundamental, lan\u00e7ados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o entre 1995 e 98, a psic\u00f3loga Yara Say\u00e3o, do Servi\u00e7o de Psicologia Escolar da USP, comemorou: \u201cFinalmente a sexualidade entra pela porta da frente\u201d. 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