{"id":1037,"date":"2019-10-29T19:32:07","date_gmt":"2019-10-29T22:32:07","guid":{"rendered":"https:\/\/childhoodbrasil.c7net.com.br\/?p=1037"},"modified":"2026-01-26T11:07:28","modified_gmt":"2026-01-26T14:07:28","slug":"nao-me-toca-seu-boboca-e-os-conceitos-de-autoprotecao","status":"publish","type":"acoes-e-iniciativas","link":"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/nao-me-toca-seu-boboca-e-os-conceitos-de-autoprotecao\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o me toca seu boboca\u201d e os conceitos de autoprote\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante pilar da preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes, e os livros s\u00e3o fundamentais nesse quesito. Por isso, no Dia Nacional do Livro, conversamos com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.andreavivianataubman.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Andrea Taubmann<\/a>, autora de \u201c<a href=\"https:\/\/www.andreavivianataubman.com.br\/nao-me-toca-seu-boboca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e3o Me Toca Seu Boboca\u201d,<\/a>\u00a0um livro que trabalha de maneira leve, mas extremamente eficiente, os conceitos de autoprote\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as.<\/p>\n<h3>Pode nos contar um pouco da sua rela\u00e7\u00e3o com o tema da prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia? Como voc\u00ea decidiu escrever um livro que trata sobre a viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes?<\/h3>\n<p>Fui volunt\u00e1ria em abrigo de 2000 a 2007 na Casa de Passagem\u00a0de Teres\u00f3polis (Regi\u00e3o Serrana Fluminense)\u00a0que recebia crian\u00e7as e adolescentes v\u00edtimas de maus-tratos, em risco social. Algumas delas eram v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual. Eu ficava muito mobilizada com o olhar delas, parecia que aquele brilho t\u00e3o pr\u00f3prio da inf\u00e2ncia, que tudo quer saber, desaparecia depois dessa situa\u00e7\u00e3o. Como m\u00e3e de dois meninos, a possibilidade de que eles pudessem passar por algo assim me atormentava. Foi muito dif\u00edcil para mim, enquanto m\u00e3e, falar sobre o perigo do abuso com meus filhos.\u00a0Escrever o livro \u201cN\u00e3o me toca, seu boboca!\u201d foi um caminho natural, um compromisso da minha alma com a inf\u00e2ncia e com toda a sociedade &#8211; afinal, somos todos adultos respons\u00e1veis por todas as crian\u00e7as e precisamos falar sobre isto com os pequenos, quase sempre sem saber muito bem nem por onde come\u00e7ar (os relatos de m\u00e3es que postam suas impress\u00f5es sobre o livro nas redes sociais sempre abordam esta dificuldade). A quest\u00e3o mais urgente \u00e9 que, se n\u00e3o falarmos, fortalecemos os abusadores, que se valem da falta de discernimento das crian\u00e7as para cometer seus crimes.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h3>Na constru\u00e7\u00e3o do \u201cN\u00e3o Me Toca, Seu Boboca!\u201d, voc\u00ea uniu suas viv\u00eancias como volunt\u00e1ria em unidades de acolhimento de crian\u00e7as e tamb\u00e9m buscou refer\u00eancias t\u00e9cnicas. Pode nos explicar, com mais detalhes, como foi esse processo de pesquisa\/escrita?<\/h3>\n<p>Escrevi a primeira vers\u00e3o no in\u00edcio de 2010, com o esqueleto do texto gestado a partir do material emocional e vivencial adquiridos no abrigo, mas ainda sem refer\u00eancias t\u00e9cnicas. Entendendo a responsabilidade imensa que o assunto demandava, procurei um querido amigo de inf\u00e2ncia, psic\u00f3logo especialista em terceiro setor, para que desse seu parecer sobre o que eu tinha escrito. Com muita sabedoria, ele respondeu que tinha gostado do texto, mas que o ideal seria que eu entrasse em contato com especialistas no assunto e imediatamente me colocou em contato com a Childhood Brasil, institui\u00e7\u00e3o com a qual mantinha rela\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o por meio da empresa onde trabalhava \u00e0 \u00e9poca.\u00a0Enviei o texto por e-mail e recebi a resposta com elogios \u00e0 minha iniciativa e o reconhecimento que produzir materiais sobre viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 um desafio. E tamb\u00e9m continha uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es de leituras para que eu pudesse ter os dados te\u00f3ricos que pudessem sustentar tecnicamente o projeto, anexando o important\u00edssimo documento &#8220;ORIENTA\u00c7\u00d5ES DE COMUNICA\u00c7\u00c3O SOBRE VIOL\u00caNCIA SEXUAL CONTRA CRIAN\u00c7AS E ADOLESCENTES&#8221; (2010) e se colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para fazer novas revis\u00f5es. Fiz as primeiras altera\u00e7\u00f5es ap\u00f3s esses estudos.<\/p>\n<p>Troquei ideias com outra amiga psic\u00f3loga e psicanalista que teve algumas pacientes v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual e ela me trouxe outros aportes com os casos. Mais uma outra amiga, ju\u00edza de fam\u00edlia com importante trajet\u00f3ria na \u00e1rea da inf\u00e2ncia e dos direitos humanos, me instruiu sobre as publica\u00e7\u00f5es de estat\u00edsticas de alguns \u00f3rg\u00e3os que se dedicam ao assunto, por exemplo, o Dossi\u00ea Crian\u00e7a do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP) do Rio de Janeiro, em que constam relat\u00f3rios sobre a gravidade e o perfil dos chamados &#8220;crimes contra a dignidade sexual&#8221;, e me colocou em contato com profissionais da psicologia e do meio jur\u00eddico que atuavam no N\u00facleo de Depoimento Especial de Crian\u00e7as e Adolescentes (NUDECA).\u00a0A partir desses encontros, fomos ajustando texto e ilustra\u00e7\u00f5es. A op\u00e7\u00e3o por utilizar animais humanizados como personagens, por exemplo, foi uma orienta\u00e7\u00e3o da equipe de psicologia do NUDECA, que sugeriu utilizar este recurso para minimizar o impacto da aridez do tema e, ao mesmo tempo, resolver o impasse das caracter\u00edsticas f\u00edsicas dos personagens, de tal forma que, em hip\u00f3tese alguma, a crian\u00e7a pudesse relacionar alguma pessoa conhecida com esses personagens. Tamb\u00e9m participei de semin\u00e1rios e simp\u00f3sios que abordavam a quest\u00e3o, principalmente no Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ).\u00a0Posso afirmar que n\u00e3o h\u00e1 uma v\u00edrgula, uma exclama\u00e7\u00e3o, uma palavra que n\u00e3o tenha sido estudada \u00e0 luz desses conhecimentos. Algumas frases foram reescritas mais de 30 vezes. Cada palavra, cada frase, cada rima foi meticulosamente estudada e consultada com os especialistas para que nada no texto ficasse d\u00fabio ou promovesse de alguma forma a revitimiza\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a que j\u00e1 foi abusada e n\u00e3o consegue identificar ou falar sobre o acontecido. At\u00e9 o t\u00edtulo e o nome do personagem agressor demandaram profundas reflex\u00f5es. Falar de abuso e viol\u00eancia sexual na inf\u00e2ncia, assunto que tanto atormenta, repugna e apavora \u2013 de uma maneira suave e eficiente \u2013 \u00e9 um grande caminhar sobre o fio da navalha. No final do livro, com a permiss\u00e3o da Childhood Brasil, informamos sobre como denunciar. O esfor\u00e7o culminou na conquista do Pr\u00eamio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crian\u00e7as e Adolescentes em sua 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o (2018) na categoria &#8220;Produ\u00e7\u00e3o de Conhecimento&#8221;.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h3>Na sua opini\u00e3o, de que maneiras a literatura infantil pode proteger crian\u00e7as e adolescentes?<\/h3>\n<p>Essa pergunta \u00e9 muito relevante, porque envolve o que ainda \u00e9 pouco percebido em nossa sociedade. Somos um pa\u00eds sem muita tradi\u00e7\u00e3o leitora, o que faz com que nos apropriemos de forma t\u00edmida dessa ferramenta extraordin\u00e1ria que \u00e9 a literatura infantil, capaz de promover oportunidades excelentes de abrir o di\u00e1logo com as crian\u00e7as e os adolescentes a respeito das quest\u00f5es mais sens\u00edveis.\u00a0Sou defensora e f\u00e3 incondicional da literatura como ponte para alcan\u00e7ar as emo\u00e7\u00f5es \u2013 tema de uma das palestras que mais gosto de fazer. Costumo dizer que a literatura infantil, em particular, \u00e9 uma esp\u00e9cie de amoroso p\u00e9-de-cabra capaz de abrir a porta do cora\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes emperra. As crian\u00e7as muito novas, de um modo geral, t\u00eam dificuldades para explicar o que sentem, principalmente se for algo que as faz sofrer ou incomoda: ainda faltam palavras no seu vocabul\u00e1rio e o repert\u00f3rio de experi\u00eancias delas \u00e9 pequeno. Ent\u00e3o a leitura compartilhada com os adultos que s\u00e3o refer\u00eancia afetiva para a crian\u00e7a constitui uma oportunidade preciosa para que ela possa se colocar emocionalmente, por meio da identifica\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria e os personagens. Assuntos delicados demandam cuidados e disponibilidade emocional. O momento da leitura compartilhada gera intimidade entre a crian\u00e7a e o adulto que l\u00ea com ou para ela.\u00a0Estas s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es fundamentais para que o ambiente de confian\u00e7a se estabele\u00e7a e propicie a conversa sem temores.\u00a0No recorte espec\u00edfico da viol\u00eancia sexual, esta pot\u00eancia se amplia ainda mais, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as mais novas, que n\u00e3o t\u00eam refer\u00eancias comparativas entre o que \u00e9 um carinho adequado e um toque abusivo. O relato de uma m\u00e3e que enviou o depoimento do seu filho de 4 anos quando viu o livro, me traz essa certeza: o menino,\u00a0olhando as ilustra\u00e7\u00f5es come\u00e7ou a narrar a hist\u00f3ria: &#8220;- Olha s\u00f3, mam\u00e3e, \u00e9 um lobo vestindo uma fantasia de ovelhinha. Ele t\u00e1 tentando enganar todo mundo! Olha! Ele t\u00e1 tocando na coelhinha, mas ela n\u00e3o quer! Ela t\u00e1 gritando com ele&#8230; Ele deixou a fantasia cair! Ele d\u00e1 medo! Conta o resto mam\u00e3e, quero ouvir&#8230;&#8221; (do blog @contaoutravez).<\/p>\n<h3>Qual seria a sua orienta\u00e7\u00e3o para pais, respons\u00e1veis e educadores utilizarem o \u201cN\u00e3o Me Toca, Seu Boboca!\u201d na preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes?<\/h3>\n<p>Sabedores da enorme dificuldade que a maioria das pessoas t\u00eam para falar sobre este assunto com crian\u00e7as e adolescentes, criamos um guia de leitura, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aletria.com.br\/manual-do-professor\/nao-me-toca-seu-boboca-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cManual do Professor&#8221; disponibilizado gratuitamente para download no site da editora<\/a>, com bastante material de apoio, consulta e sugest\u00f5es de atividades, antes e ap\u00f3s a leitura. Para contar a hist\u00f3ria de &#8220;Ritoca&#8221;, a coelhinha protagonista do livro, que narra o acontecido em primeira pessoa, digo para as crian\u00e7as que eu vou contar uma &#8220;hist\u00f3ria de quase&#8221; e relaciono com uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, por\u00e9m bem conhecida das crian\u00e7as: uma festa de anivers\u00e1rio, em que todas as crian\u00e7as est\u00e3o correndo de um lado para outro, quando, da cozinha, sai algu\u00e9m com uma bandeja cheia de copos de bebida. &#8220;Ser\u00e1 que a crian\u00e7ada conseguiu parar antes de trombar com quem levava a bandeja?&#8221; &#8211; indago. A maioria diz que n\u00e3o, assim prosseguimos a brincadeira, aventando os desdobramentos dessa situa\u00e7\u00e3o. No final, lan\u00e7o a segunda hip\u00f3tese: &#8220;e se as crian\u00e7as conseguiram parar antes de trombar, o que aconteceu?&#8221;. A resposta, quase sempre \u00e9: &#8220;nada&#8221;. \u00c9 ent\u00e3o que revelo o que \u00e9 a tal &#8220;hist\u00f3ria de quase&#8221;: algo que poderia ter acontecido, mas n\u00e3o aconteceu. E assim apresento o convite \u00e0 leitura. O livro traz uma parte informativa para a crian\u00e7a, tamb\u00e9m narrada por &#8220;Ritoca&#8221;, em que ela vai &#8220;contando&#8221; para o leitor o que n\u00e3o \u00e9 adequado e quais as estrat\u00e9gias que os abusadores utilizam para intimidar suas v\u00edtimas, mas de uma forma muito leve e l\u00fadica &#8211; afinal, \u00e9 a voz de uma crian\u00e7a empoderando outra, o que gera grande conex\u00e3o entre os leitores e as leitoras com a personagem e sua hist\u00f3ria. Por fim, &#8220;Ritoca&#8221; busca acolher a crian\u00e7a v\u00edtima, que se sente culpada por ter sofrido a viol\u00eancia, outra estrat\u00e9gia t\u00edpica dos abusadores. O livro est\u00e1 sendo usado em diversas institui\u00e7\u00f5es, inclusive no TJRJ. De acordo com a psic\u00f3loga Glicia Brazil, o\u00a0livro atualmente \u00e9 utilizado pela Equipe T\u00e9cnica de Psic\u00f3logos, no momento inicial da entrevista com as crian\u00e7as, nos casos de viol\u00eancia, como um instrumento l\u00fadico facilitador da intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com o psic\u00f3logo e com a mensagem de apoio \u00e0 crian\u00e7a-v\u00edtima.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h3>Por fim, voc\u00ea tem ou pensa em ter outros projetos que trabalhem no \u00e2mbito da prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia?<\/h3>\n<p>Sim, sempre! A prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia ocupa grande parte dos meus pensamentos e passo muitas horas trabalhando em diferentes frentes para concretizar minhas ideias. Vivemos tempos muito paradoxais: temos um oceano vasto de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o &#8211; a internet &#8211; que, ao mesmo tempo que pode oferecer possibilidades infinitas de conhecimento e intera\u00e7\u00e3o, pode tamb\u00e9m ser a porta de entrada dos piores pesadelos na vida de uma crian\u00e7a e\/ou adolescente. Costumo dizer que &#8220;nada \u00e9 o que \u00e9, tudo \u00e9 como se usa&#8221;. A navega\u00e7\u00e3o sem monitoramento nem curadoria me angustia profundamente e me desafia a escrever sobre, a conversar com as fam\u00edlias e as escolas, a buscar oportunidades de abrir di\u00e1logos com a sociedade que precisa se conscientizar sobre estes fatos inexor\u00e1veis, contra os quais ainda n\u00e3o sabemos como lutar. A verdade \u00e9 que todos n\u00f3s &#8211; adultos respons\u00e1veis &#8211; estamos buscando caminhos para equacionar estes desafios e proteger nossas crian\u00e7as e adolescentes. Mas, assim como foi um desafio escrever &#8220;N\u00e3o me toca, seu boboca!&#8221; (que consumiu quase oito anos desde o primeiro texto at\u00e9 sua publica\u00e7\u00e3o em outubro de 2017), entendo que ser\u00e1 necess\u00e1rio encontrar o caminho adequado para informar sem perder o encantamento do &#8220;era uma vez&#8230;&#8221; que faz com que tudo seja visto pelo olhar emp\u00e1tico das rela\u00e7\u00f5es afetivas.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":1038,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"class_list":["post-1037","acoes-e-iniciativas","type-acoes-e-iniciativas","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.14 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cN\u00e3o me toca seu boboca\u201d e os conceitos de autoprote\u00e7\u00e3o - Childhood Brasil<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.childhood.org.br\/acoes-e-iniciativas\/nao-me-toca-seu-boboca-e-os-conceitos-de-autoprotecao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cN\u00e3o me toca seu boboca\u201d e os conceitos de autoprote\u00e7\u00e3o - 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