29
abr
2011

Trupe A Torto e a Direito usa teatro para enfrentar a violência sexual no Vale do Jequitinhonha

Trupe "A Torto e a Direito"

Vestidos de palhaço ou usando fantoches, eles conseguem falar de um assunto sério. Apresentam-se em escolas, associações, teatros e praças públicas para envolver a população no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. São os atores da Trupe A Torto e a Direito, grupo teatral do Programa Pólos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais, criado há 14 anos. De forma descontraída, com esquetes e caricaturas do mundo real, conseguem abordar tabus, e provocar o público para a transformação de sua realidade.

Além da criação das peças teatrais, a Trupe trabalha com a capacitação de jovens de regiões vulneráveis, desenvolvendo grupos de teatro amador nas comunidades e fomentando a prática do teatro de rua por meio de oficinas e monitoramento de montagens e ensaios. As apresentações envolvem adolescentes com histórico de violência sexual.”É um trabalho difícil, porque escrevemos o texto com os meninos, baseado na realidade deles, e precisamos levar a mensagem de forma metafórica porque será apresentado para crianças”, conta o diretor Fernando Limoeiro. “Ouvimos casos terríveis de embrulhar o estômago, mas transformamos em arte”’. Continue lendo

Tags: , , , , , ,
4.215 leitura(s) - [ leia mais ]
27
abr
2011

“Vivia em outro mundo, principalmente pelas crianças e adolescentes deste Brasil” Por Déa Januzzi

Professor Antonio Carlos Gomes da Costa

Antônio Carlos deixa um grande legado para a educação brasileira.

“Vivia em outro mundo, como um sonhador, como um louco que é louco pelos outros, principalmente pelas crianças e adolescentes deste Brasil”.

Conheci o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa quando ele era presidente da extinta Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), em Belo Horizonte. Como repórter, não imaginava que dentro de uma estrutura sombria e cruel estava um educador sensível, com a voz suave que lembrava uma canção. Guerreiro incansável das injustiças sociais intoleráveis, Antonio tinha o poder do pensamento e da palavra, para dizer em pleno regime militar: “A Febem é o AI-5 do menor”. Sobre as fugas dos menores, ele sentenciava: “Os meninos que fogem ainda têm chance de sair desse pesadelo. Ainda têm dignidade. Os que não tentam fugir estão perdidos, para sempre institucionalizados”. Continue lendo

5.948 leitura(s) - [ leia mais ]
25
abr
2011

Comitê disponibiliza arte e a logomarca da campanha do “18 de Maio”

Logomarca da campanha do "18 de maio"

Para iniciar a mobilização para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, 18 de maio, o Comitê Nacional de Enfrentamento á Violência Sexual disponibiliza o texto base e a logo da campanha Faça Bonito. Proteja nossas crianças e adolescentes.

Dessa forma, queremos fortalecer o símbolo da Flor que tornou-se, desde o ano passado, o símbolo do enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil. O Comitê convoca toda sociedade a assumir a responsabilidade de proteger a infância e a adolescência no Brasil.

O texto base e a logomarca da campanha podem ser baixados no www.comitenacional.org.br.

26.209 leitura(s) - [ leia mais ]
20
abr
2011

Projeto Fortalecendo as Escolas capacita professores para prevenção da violência

Formação do Projeto Fortalecendo as Escolas

No Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, o projeto Fortalecendo as Escolas, da Universidade Federal de Minas (UFMG) faz a diferença na educação para transformar o futuro de crianças e adolescentes nascidos em uma das regiões mais pobres do país. O projeto elaborado pelo Programa Pólos de Cidadania tem o objetivo de reforçar as redes de proteção à criança e ao adolescente, por meio da formação continuada de profissionais da rede pública de educação básica, através de encontros de capacitação e formação de multiplicadores. O curso trabalha conceitos multidisciplinares de atuação em rede, formas de identificação das vítimas de violências e de como lidar com essas crianças, quais os papéis da escola, da família, das instituições públicas de saúde, assistência social e tantas outras que compõem a rede.

O papel do educador é discutido por meio de várias ferramentas práticas e lúdicas como a análise de filmes, com discussão dos tipos de abordagem a serem utilizados para alcançar as famílias na comunidade em torno das escolas. Os temas são abordados também em peças teatrais, apresentadas pela trupe A Torto e a Direito, do Pólos de Cidadania. Continue lendo

Tags: , , , , , ,
3.292 leitura(s) - [ leia mais ]
18
abr
2011

Programa Pólos de Cidadania une pesquisa e ações sociais no enfrentamento da violência infantojuvenil

Prevenir e enfrentar a violência contra crianças e adolescentes transformando pesquisas em ações sociais é o principal objetivo do Programa Pólos de Cidadania, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Criado há 16 anos pela Faculdade de Direito, hoje conta com uma equipe multidisciplinar também das áreas de Administração, Artes Cênicas, Ciências Sociais, Comunicação e Demografia. Os trabalhos de mediação de conflitos em favelas, combate à exploração sexual infantojuvenil, geração de renda, luta por moradia e outros temas são realizados em parceria com o governo e outras instituições públicas e privadas de ensino superior. Atua principalmente em Belo Horizonte, região metropolitana de Minas, Vale do Jequitinhonha e Macuri, com grupos de histórico de exclusão ou trajetória de risco.

O programa desenvolve diversos projetos de pesquisa e extensão, distribuídos em seis núcleos de ação: Trabalho e Geração de Renda (voltado para a promoção e o fortalecimento de cooperativas e associações no Médio Vale do Jequitinhonha e na Vila Acaba Mundo, Região Centro-Sul de Belo Horizonte); Mediação e Cidadania (prevenção e resolução de conflitos nos aglomerados da Serra e Santa Lúcia, Região Centro-Sul de BH); Proteção à Infância e à Juventude (minimização da violência e promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes); Direito à Cidade (trabalha pela efetivação do Direito Urbanístico, principalmente, do direito à moradia digna); Publicação (registros e memória do Pólos e de seus projetos) e Comunicação e Artes. Continue lendo

Tags: , , , , ,
3.341 leitura(s) - [ leia mais ]
15
abr
2011

Maioria dos casos de violência sexual infantojuvenil não resulta em condenação

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP), promotora Helen Crystine Corrêa Sanches alerta que o sistema de Justiça já avançou em muitos aspectos, mas ainda prevalece a impunidade nos processos contra agressores sexuais de crianças e adolescente, e o atendimento às vítimas ainda é precário, em muitos locais.

A Childhood Brasil em parceria com a ABMP elaborou fluxos operacionais para o atendimento adequado a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e da exploração sexual. Qual o papel do Ministério Público nestes casos?
O desenvolvimento de fluxos operacionais sistêmicos pela ABMP surgiu da necessidade de aperfeiçoamento do Sistema de Garantia dos Direitos visando o alinhamento das ações institucionais de cada responsável pela garantia da promoção, proteção e defesa de direitos de crianças e adolescentes. Além da necessidade de indicar as fragilidades e as deficiências estruturais que exigem intervenção, indicando as medidas indispensáveis para o seu funcionamento adequado.
Continue lendo

Tags: , , , , ,
4.515 leitura(s) - [ leia mais ]
As ideias e opiniões expressas neste blog não refletem necessariamente a opinião da Childhood Brasil. Reservamos o direito de não publicar comentários de conteúdo discriminatório, que incitem qualquer tipo de violência, que não estejam relacionados ao tema foco do blog - proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, ou de caráter duvidoso.