22
jul
2011

Maioria das crianças sofre abuso sexual do pai ou padrasto

Pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo revela que quatro a cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai e três pelo padrasto. O tio é o terceiro agressor mais comum (15%), seguido de vizinhos (9%) e primos (6%). Pessoas desconhecidas representam apenas 3% dos casos.

Em 88% das violências sexuais infantis praticadas, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança. A maioria dos casos ocorre com meninas (63,4%), vindas da capital com menos de dez anos de idade.

Foram analisados 205 casos de abusos com crianças e adolescentes de seis a quatorze anos, ocorridos entre 2005 e 2009. Em sua maioria, elas chegam ao hospital para serem atendidas, levadas por mães ou responsáveis legais. Também são encaminhados, em menor número, casos vindos de conselhos tutelares e abrigos. “A ocorrência de comportamentos pedofílicos ocorre em vários segmentos da sociedade, infelizmente, dentro de casa, com quem deveria proteger”, afirma o psicólogo e coordenador da pesquisa, Antonio de Pádua Serafim. Continue lendo

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20
jul
2011

Childhood Brasil apoia projetos em prol de uma infância livre de abuso e exploração sexual

A Childhood Brasil luta por uma infância livre de abuso e exploração sexual há 12 anos. Com 19 programas próprios e apoio a 66 projetos até o momento, a organização já beneficiou mais de 1,3 milhão de pessoas, entre crianças e adolescentes, seus familiares e profissionais de diferentes setores.

Atualmente, além de 12 programas próprios em execução, a Childhood Brasil apoia seis projetos de ONGs que atuam em comunidades em situação de vulnerabilidade socieconômica. “Nosso objetivo é fortalecer iniciativas de base com foco na prevenção e no atendimento de casos de violência sexual”, explica Itamar Gonçalves, coordenador de Programas da organização.

Denominados ‘sementeiros’, esses projetos recebem suporte técnico e financeiro da Childhood Brasil, que permitem profissionalizar a gestão da organização social e ampliar o atendimento da comunidade. “Apesar de terem impacto local, os projetos sementeiros podem germinar em outras regiões devido a suas metodologias inovadoras de intervenção”, completa Itamar Gonçalves. Continue lendo

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18
jul
2011

Seminário de Turismo Sustentável em Pernambuco

Com a chegada maciça de trabalhadores para a construção de novos empreendimentos no litoral sul de Pernambuco, houve um aumento da exploração sexual de crianças e adolescentes, do número de gravidezes e de usuários de drogas na região.  Preocupados com estes dados, a Childhood Brasil e o Sebrae promovem nesta quarta-feira, dia 20 de julho, o I Seminário de Turismo Sustentável no município de Tamandaré, a 99 km de Recife.

O evento, com apoio da Plan Brasil e das secretarias municipais, visa disponibilizar informações para a comunidade empresarial e líderes locais, para a construção de um guia de sustentabilidade do turismo na região. “Contar com o comprometimento das empresas na proteção da infância é de suma importância, porque o setor turístico não é responsável pela exploração sexual de crianças e adolescentes, mas pode ser utilizado como meio para favorecer essa violação de direitos humanos”, afirma Madalena Fucks, consultora da Childhood Brasil. Continue lendo

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15
jul
2011

Exploração sexual infantil é o terceiro crime mais lucrativo

“Acabar com a comercialização sexual de crianças é muito mais delicado do que se imagina, porque hoje este ato ilícito penal só perde em quantificação financeira para o narcotráfico e o tráfico de armas, segundo pesquisas internacionais”, afirma o advogado Antônio Everton, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo, em entrevista ao programa Todo Seu, da TV Gazeta, que também contou com participação de Rosana Junqueira, Coordenadora do Programa Na Mão Certa, da Childhood Brasil.

Antônio Everton frisou que a exploração sexual de crianças e adolescentes é resultado de um conglomerado de fatores e não ocorre apenas devido à falta de estudo e de perspectivas dentro da família. Continue lendo

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13
jul
2011

Caminhoneiros estão mais conscientes sobre a gravidade da exploração sexual infantojuvenil

Capa da pesquisa

A comercialização sexual de crianças e adolescentes continua fazendo parte do cenário atual das rodovias brasileiras, mas, a boa notícia é que, de forma geral, os caminhoneiros estão mais conscientes e engajados na proteção de crianças e adolescentes contra o abuso e a exploração sexual. É o que mostra a 2ª edição da pesquisa O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro, realizada para a Childhood Brasil no âmbito do Programa Na Mão Certa, lançado há cinco anos para enfrentar a exploração sexual infantojuvenil nas estradas brasileiras. O trabalho é voltado para empresas de diferentes portes e segmentos, não apenas transportadoras. “Estamos no caminho certo para expandir a rede de proteção de crianças e adolescentes da exploração sexual nas rodovias, com a soma de esforços do poder público, das empresas signatárias e dos próprios caminhoneiros”, destaca Rosana Junqueira, coordenadora do Programa Na Mão Certa.

A 1ª edição da pesquisa O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro foi realizada pela Childhood Brasil em 2005 e seus resultados embasaram a criação do Programa Na Mão Certa. O novo levantamento, de 2010, foi executado pelo núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com o Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com patrocínio do Instituto Arcor Brasil, Fibria e MAN Latin América, todas signatárias do Pacto Empresarial do Programa Na Mão Certa. Para o levantamento, foram entrevistados, 343 caminhoneiros. As entrevistas foram realizadas entre os meses de junho e setembro de 2010, em sete cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Itajaí (SC), Cubatão e Santos (SP), Belém (PA), Natal (RN) e Ara­caju (SE). Continue lendo

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11
jul
2011

Uma história que eu não gostaria de contar – Texto de Adriano Silva

Fonte do texto: www.exame.com.br

Se você silenciar, vira cúmplice, parceiro. Se você virar a cara e fingir que não está acontecendo, também.

A história é assim. Uma mulher de uns 50 e poucos anos, pobre, sem instrução, mora na periferia de uma grande capital brasileira. Não é miserável, pelos padrões do Brasil, mas acomodou-se na ignorância e na falta de perspectiva. Se morasse nos Estados Unidos, seria daqueles pessoas sem respeito próprio que decidem viver do welfare, às custas da ajuda do governo para não morrer de fome, o que é o último estágio na estrutura social americana. Por aqui, ela é mais uma entre tantas integrantes da classe D, equilibrando-se precariamente no último degrau da dignidade, ainda com alguma comida sobre a mesa mas com a certeza de que jamais ascenderia à classe média baixa.

Essa mulher tem duas filhas, ambas com pouco mais de 25 anos. Cada uma de um casamento diferente. Os progenitores, como é comum, viviam suas vidas noutro lugar, talvez com outras famílias, absolutamente alheios ao curso das vidas daquelas duas meninas. A mulher tem um novo marido. Um namorado que, também como é comum, virou um agregado da casa. A filha mais nova da mulher tem um menino de 8 anos. A filha mais velha também tem uma filha. Eles moram todos juntos. A filha mais velha teve a sua menina ainda adolescente, como é comum. E também como é comum, essa menina, a neta da matriarca, também engravidou adolescente. Eis o que não é comum: a criança que essa menina deu à luz é filha do namorado da avó. Ou seja: o padrasto da sua mãe é ao mesmo tempo pai legítimo e bisavô postiço da criança recém nascida. O homem abusou sexualmente da neta da sua companheira. Repetidas vezes, soube-se depois. Se é que já não se sabia disso antes. A menina, aos 13 anos, era mãe do bisneto da sua avó e também uma vítima da violência sexual imposta pelo namorado que a dona dessa pensão manicomial havia trazido para dentro de casa. Continue lendo

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