24
abr
2017

Relatório apresenta experiência e recomendações para a proteção de crianças e adolescentes em Jogos Olímpicos

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Em 2015, a Childhood Brasil foi convidada pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para trabalharem juntos pela proteção de crianças e adolescentes durante o evento Olímpico e Paralímpico. Essa parceria foi consolidada por meio da assinatura de um termo de cooperação técnico marcando o compromisso da Childhood Brasil com as seguintes frentes:

• liderar e facilitar “Rodadas Temáticas de Proteção a Crianças e Adolescentes” durante os Jogos Rio 2016 – convidando organizações da sociedade civil e do governo local;
• desenvolver estratégias para comunicação da causa para todos os públicos relacionados à realização e à participação dos Jogos;
• mobilizar as redes hoteleiras em ações e campanha de proteção à infância e à adolescência, em especial, contra a exploração sexual.
O resultado dessa experiência você encontra no Relatório: “Proteção de crianças e adolescentes durante os Jogos Olímpicos & Paralímpicos Rio 2016”. O relatório apresenta o trabalho de proteção à infância e à adolescência realizado pelo Comitê Organizador Rio 2016 com o suporte técnico da Childhood Brasil e parceiros e oferece recomendações para os diferentes atores envolvidos na organização de grandes eventos.

Para fazer o download do material, clique aqui.

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19
abr
2017

Campanha #EyesWideOpen incentiva a denúncia de violência sexual de crianças e adolescentes

A Childhood Brasil apresentou a campanha #EyesWideOpen (Olhos Bem Abertos) em versão em português durante o Fórum Global da Criança, realizado no último dia 4 de abril, em telão de LED no edifício da FIESP, na avenida Paulista.

Com o objetivo de abrir os olhos da população para casos de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes, a campanha, idealizada pela World Childhood Foundation (Childhood) foi estreada mundialmente na Times Square, nos Estados Unidos.

A campanha foi criada pela princesa Madeleine da Suécia sob o mote: “Não feche os olhos. Só porque você não vê não significa que não acontece. Mantenha seus olhos bem abertos” e incentiva a denúncia de toda e qualquer prática de exploração ou abuso sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com Heloisa Ribeiro, diretora executiva da Childhood Brasil: “A campanha #EyesWideOpen foi muito bem recebida no exterior. Queremos sensibilizar e conscientizar as pessoas sobre a importância da proteção à criança. Se todos nós não estivermos com os olhos abertos e dispostos a falarmos sobre o tema, não poderemos enfrenta-lo com eficácia”.

Lembre-se: Se suspeitar de algo, denuncie! Disque 100, baixe o aplicativo Proteja Brasil ou entre em contato com o Conselho Tutelar ou a Polícia local.

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7
abr
2017

Mantenha seus olhos bem abertos para a exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo

A exploração sexual de crianças e adolescentes, infelizmente, é uma realidade no Brasil e no mundo, inclusive no turismo. Todos os anos, em diversos lugares do planeta, pessoas viajam. Seja a trabalho ou a lazer.

Por isso, o Conselho de Estocolmo, a Polícia Sueca e a World Childhood Foundation (Childhood) criaram a campanha “Resekurage”,  que significa coragem de viajante, para conscientizar as pessoas que testemunharam casos de exploração sexual de crianças e adolescentes a denunciarem. O pensamento para chegar na mensagem da campanha foi:

“Ousar reconhecer que você pode testemunhar uma situação de exploração sexual de crianças e adolescentes em sua viagem. Ousar ver e dizer o que você viu é mostrar que você tem a coragem de viajante.” 

Por isso, pedimos que mantenha seus olhos bem abertos, não só quando estiver viajando, mas caso desconfie de alguma situação de violência sexual com crianças e adolescentes, e fale o que você viu. Meninos e meninas ao redor do mundo são abusados ou explorados sexualmente, todos os dias. Se suspeitar de algo, denuncie! Disque 100, baixe o aplicativo Proteja Brasil ou entre em contato com o Conselho Tutelar ou Polícia local.

Mantenha seus olhos bem abertos! #EyesWideOpen

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5
abr
2017

Direitos das crianças e adolescentes são ampliados com nova Lei Federal

Um grande marco para a causa da proteção da infância, em 4 de abril de 2017, foi sancionado pela Presidência da República o Projeto de Lei 3792/2015, que tramitou no Senado como PLC 21/2017.

Com a aprovação do Projeto de Lei da Câmara PLC 21/2017 no Senado Federal, na última quarta-feira, 29 de março, um grande passo foi dado para estabelecer o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência.

Sancionado hoje pelo Presidente da República do Brasil, o então Projeto de Lei, passa a vigorar no país como Lei Federal.

Dentre os grandes avanços que a Lei 13.431 de 4 de abril de 2017, destacam-se a escuta protegida, que garante maior proteção para crianças e adolescentes ao depor em um ambiente acolhedor e com o depoimento gravado, evitando o processo de revitimização e estabelece e orienta a criação de centros de atendimento integrado, que contarão com equipes multidisciplinares para acolher crianças e adolescentes com o atendimento especializado.

Um dos mais significativos programas da Childhood Brasil, o projeto Depoimento Especial, tem como objetivo, justamente, oferecer metodologias para que crianças e adolescentes possam ser ouvidas pelos sistemas de segurança e justiça de maneira diferenciada e protegida. A partir de referências internacionais, a organização desenvolveu um método adaptado à realidade local para ser aplicado nos sistemas e órgãos encarregados da proteção da infância no Brasil, evitando a revitimização. Esse é o principal fator que levou a criação do Projeto de Lei.

Estudo divulgado em 2016 pela Childhood Brasil com dados do Disque 100 e do Sistema Único de Saúde (SUS) revela que, entre 2012 e 2015, mais de 157 mil casos de violência sexual (que abrange tanto a exploração quanto o abuso) de crianças e adolescentes foram notificados no país. Visto de outra forma, o dado indica que, a cada hora, pelo menos quatro crianças ou adolescentes são vítimas da violência sexual no Brasil, em especial as meninas.

A posição da Childhood Brasil é para que se institucionalize e se universalize a escuta protegida, com bases na metodologia criada pela organização junto com outras organizações no âmbito do projeto Depoimento Especial em alguns órgãos públicos, com destaque para as unidades de polícia e tribunais de Justiça. Dessa forma, as crianças e adolescentes falam o mínimo possível sobre o fato ocorrido e, quando tiverem que fazê-lo, que seja para um profissional capacitado em técnicas de entrevista forense.

A Lei 13.431 inova por estabelecer mecanismos e princípios de integração das políticas de atendimento e propõe a criação de Centros de Atendimento Integrados para crianças e adolescentes. Serão dois tipos de procedimentos: escuta especializada, quando ocorre nos serviços de saúde e assistência social onde a criança será atendida; e depoimento especial, quando a criança então fala o que aconteceu, mas num ambiente acolhedor, por profissional capacitado no protocolo de entrevista.

Além disso, os profissionais que realizarão a escuta de crianças e adolescentes deverão realizar curso de formação para capacita-los em um protocolo para assegurar a proteção destes meninos e meninas. A Lei determina que os três níveis da Federação (municipal, estadual e federal) provisionem recursos para a formação da equipe e compartilhem a obrigação pela escuta.

Neste sentido, está ainda em andamento um trabalho com diversos ministérios, liderado pela Secretaria Nacional de Proteção a Crianças e Adolescentes, sobre a criação de “Parâmetros de Escuta de Crianças e Adolescentes em Situação de Violência”. Neste material é estabelecido como será o atendimento em cada um dos serviços – como e o que escutar.

A Childhood Brasil junto com a Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente, UNICEF Brasil e Associação Brasileira de Psicologia Jurídica contribuiu com a elaboração do Projeto de Lei que foi apresentado pela deputada Maria do Rosário e contou com a relatoria na Câmara dos Deputados da deputada Laura Carneiro e no Senado das senadoras Marta Suplicy e Lídice da Mata.

Para mais informações sobre a lei, clique aqui.

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27
mar
2017

Global Child Forum na América do Sul vai liderar o debate sobre a importância de “investir em cada criança”

No próximo dia 4 de Abril de 2017, Sua Majestade, o Rei Carl XVI Gustaf da Suécia inaugurará o Global Child Forum na América do Sul em São Paulo, Brasil.

O Global Child Forum na América do Sul reunirá mais de 350 líderes e influenciadores de empresas, governos, sociedade civil e universidades para conectar, colaborar e compartilhar as melhores práticas em torno de alguns dos desafios mais críticos enfrentados pelas crianças na região.

Organizado em colaboração com o UNICEF e a Childhood Brasil, o evento de um dia, sob o tema “Investir em Cada Criança”, incentiva a liderança empresarial a respeitar e apoiar os direitos das crianças e destaca o importante vínculo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs, sigla em inglês) na promoção do avanço econômico e social na região.

Entre os palestrantes que irão se apresentar estão o Dr. Luis Alberto Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento; Clara López Obregón, Ministra do Trabalho da Colômbia; Marta Santos Pais, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Violência contra as Crianças; Maria Cristina Perceval, Diretora Regional do UNICEF para América Latina e Caribe, Paul J. Sistare, Fundador e Presidente do Atlantica Hotels International e Mike A. Parra, Diretor Executivo da DHL Express Americas.

“As empresas têm uma enorme oportunidade de investir no bem-estar, na saúde e na segurança das crianças como parte de seus esforços para alcançar os SDGs”, diz Åse Bäckström, Diretora Administrativa do Global Child Forum. “O Fórum vai destacar essas
oportunidades e incentivar as empresas a considerarem os direitos das crianças como um
investimento essencial em um futuro sustentável”.

O Fórum contará com a presença e a participação ativa de Sua Majestade, o Rei Carl XVI
Gustaf e Sua Majestade, a Rainha Silvia, da Suécia, e Suas Excelências, o Presidente do
Brasil. Michel Temer e a Sra. Marcela Temer, Além de palestrantes de destaque, o Fórum
sediará painéis interativos e workshops sobre os direitos das crianças dentro da agenda
corporativa de sustentabilidade.

“Em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o
Global Child Forum é uma grande oportunidade para unir esforços no apoio às crianças,
garantindo que elas não só sobrevivam, mas prosperem. Durante os primeiros 1.000 dias
de vida, as crianças precisam de nutrição, estímulo, proteção, ambientes livres de
violência, cuidados e amor, a fim de criar os pilares para o desenvolvimento cognitivo,
social, emocional e físico “, afirma Maria Cristina Perceval, diretora regional do UNICEF
para a América Latina e o Caribe.”

O setor privado desempenha um papel essencial,adotando políticas e práticas, como aumento da licença maternidade e paternidade remunerada, opções de creche, entre outras”.

Ana Maria Drummond, Conselheira da Childhood Brasil, diz: “Nenhum setor pode sozinho lidar efetivamente com as questões mais urgentes que as crianças da região enfrentam, especialmente, na economia de hoje. Devemos encontrar novos modelos de parceria inovadores para manter e expandir o investimento nas crianças. É uma oportunidade única para esta discussão urgente.”

O Fórum também lançará o relatório de referência “Direitos da Criança e o Setor
Corporativo na América do Sul”. Esse relatório, conduzido pelo Global Child Forum e pelo
Boston Consulting Group, examina as principais empresas da América do Sul e avalia o
quão bem elas prestam informações sobre indicadores de direitos das crianças.Além disso, serve para incentivar as empresas a promover os direitos das crianças em suas operações e setores.

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24
mar
2017

Parceria entre Atlantica Hotels e Childhood Brasil luta pelo turismo sustentável

Em 2005, a Childhood Brasil firmou uma aliança com a Atlantica Hotels, maior administradora de hotéis de capital privado da América do Sul, com o objetivo de prevenir a exploração sexual de crianças e adolescentes e promover o turismo sustentável. Ao longo dos anos, a Atlantica tem desenvolvido diversas ações com colaboradores, hóspedes, investidores, fornecedores e parceiros da rede hoteleira em todo o país, para divulgar a causa e mobilizar recursos para projetos apoiados pela Childhood Brasil.

Em 10 anos de parceria, a missão que une o setor privado e a sociedade civil organizada é um só: promover o turismo sustentável com atitudes de proteção a crianças e adolescentes, combatendo a exploração sexual. “Certamente, a parceria com a Atlantica Hotels é pioneira e inovadora não só no Brasil, mas globalmente. Mobilizar os colaboradores da rede hoteleira em prol da proteção de crianças e adolescentes para levar informação de qualidade aos hóspedes é uma das principais estratégias de prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes”, afirma Eva Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

Com uma abordagem diferenciada “Criança aqui é legal”, a Atlantica Hotels busca, por um lado, conscientizar seus funcionários e, ao mesmo tempo, os hóspedes sobre a importância de seguir a legislação, que exige a apresentação de documentos de crianças e adolescentes acompanhados de responsáveis. Por outro lado, alertar os turistas a frequentar apenas estabelecimentos que respeitam as normas e prezam pela proteção da infância e sejam estimulados a denunciar quaisquer violações que observarem durante a estadia.

Proteger crianças e adolescentes está no DNA da Atlantica Hotels desde a sua fundação. A parceria com a Childhood Brasil, potencializa os valores, pois além de uma atuação direta na prevenção, a arrecadação de doações com os hóspedes permite à Childhood Brasil investir em projetos como o Depoimento Especial que inovação ao sistema de escuta de crianças e adolescentes no sistema judiciário.

Saiba mais sobre a parceria aqui: http://bit.ly/2mtoNzv

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