As vítimas de violência sexual devem procurar o médico imediatamente após a ocorrência do crime. Além de passar pelos transtornos, muitas vezes irreversíveis, da agressão, estima-se que até 50% das sobreviventes da violência sexual são infectadas por alguma doença sexualmente transmissível – DST, trazendo severas consequências físicas e emocionais. Cerca de 80% das vítimas de violência sexual têm como principal preocupação a possibilidade de se infectar com o HIV. “Hoje, em São Paulo, apenas 5% das vítimas que procuram uma delegacia recebem informações para serem encaminhadas com urgência para o serviço de saúde, mas esta ainda não é a realidade do restante do país, então muitas jovens acabam contraindo doenças”, afirma o Dr. Jéferson Drezett, diretor técnico do Núcleo de Programas Especiais do Serviço de Atenção Integral à Mulher em Situação de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington.
Doações: como contribuir para disseminar a causa
A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”
Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela.
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Guia de Referência na prevenção e enfrentamento à violência sexual infantojuvenil será distribuído em Pernambuco

Capa da publicação Guia de Referência: Construindo uma cultura escolar de prevenção à violência sexual
Lançado em 2009, pela Childhood Brasil, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, o Guia de Referência: Construindo uma cultura escolar de prevenção à violência sexual, voltado para educadores da rede pública, trouxe tão bons resultados, que já vem sendo distribuída em outras cidades paulistas e agora vai para cidades pernambucanas.
O Guia apresenta conceitos e informações atualizadas sobre o abuso e exploração infantojunvenil no Brasil, além de sugerir metodologias e desenvolvimento de atividades, debates e oficinas com crianças, adolescentes e comunidades, voltadas principalmente para a área de educação. “É um material considerado de vanguarda, porque dá subsídio para o educador ser um agente de proteção e prevenção, afinal, depois da família, é ele quem fica a maior parte do tempo com as crianças e, muitas vezes, são a eles que elas relatam as dificuldades vivenciadas”, afirma o Coordenador de Programas da Childhood Brasil, Itamar Gonçalves. “A nova edição do livro traz números regionais atualizados”, completa.
Gravidez por agressão sexual: quando o aborto é uma opção
Não bastasse a criança ou a adolescente ter passado pelo trauma da agressão sexual, em muitos casos, tem de enfrentar um drama ainda maior – a possibilidade de gerar um filho do agressor. Além dos sinais de agressão física, ficam marcas ainda mais profundas, misturando angústia, depressão e dúvidas em relação ao futuro. Quando casos assim chegam aos hospitais, a gravidez pode ser interrompida com um anticoncepcional de emergência até o quinto dia.
Passado este tempo, no entanto, as opções para a menina tornam-se ainda mais complicadas. Ela pode seguir com a gestação e ficar com a criança após o parto, o que é uma decisão muito difícil em vista da agressão sofrida; doar a criança para adoção após o parto ou interromper a gravidez.
Casa do Zezinho: polo de prevenção à violência doméstica e sexual
Ela tinha apenas dez anos, quando chegou para a tia Dag, fundadora da Casa do Zezinho, e afirmou decidida:
- Quero ser prostituta!
A educadora levou um susto, mas se conteve, porque sabia que se começasse a dar lição de moral não resolveria nada.
- Por que você está fazendo esta cara, nunca pensou também em ser prostituta, tia Dag?, desafiou a garotinha.
Tia Dag pensou naquele momento que precisava falar a mesma linguagem e ainda tentar convencer a menininha de que era possível ter outra perspectiva de vida.
_ Ah, mas ser prostituta no Capão, não dá nada não! Além de não pagarem nada, você vai morrer cedo. O bom é ser “puta” em Brasília, lá sim elas ganham bem. Mas para ser prostituta lá você tem que estudar bastante, falar outras línguas, ser universitária….
A garotinha cresceu, passou a interessar-se pelos estudos, formou-se e hoje é uma ótima dentista.
























