13
dez
2010

Código de Conduta previne exploração sexual em hotéis

Recepção de hotel da Atlantica Hotels no último 18 de Maio

Em 2002, a Atlantica Hotels – maior administradora hoteleira independente multimarcas da América do Sul, com empreendimentos em 40 cidades brasileiras – decidiu criar um projeto chamado Criança Feliz. A iniciativa não teve o sucesso esperado porque a empresa ainda não tinha experiência na área de proteção da infância e precisava de ajuda especializada.

Esse projeto foi o embrião do que se transformou, três anos depois, em uma série de ações desenvolvidas em parceria com a Childhood Brasil, que previnem a exploração sexual de crianças e adolescentes e promovem o Turismo Sustentável. A partir da parceria com a Childhood Brasil, a Atlantica adotou o Código de Conduta para a Proteção de Crianças e Adolescentes contra a Exploração Sexual em todos os seus empreendimentos. O texto foi elaborado com apoio técnico da Childhood Brasil e a partir de sugestões dos próprios colaboradores. Um Manual de Procedimentos também passou a ser adotado por todos os colaboradores da rede. “Todo colaborador assina uma cláusula sobre a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes e passa por treinamento a cada três meses”, firma a vice-presidente Dináurea Cheffins. “Somos um multiplicador, porque grande parte de nossos fornecedores e hóspedes também já estão envolvidos com a causa”.

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10
dez
2010

Atlantica Hotels: referência internacional contra a exploração infantojuvenil

Logomarca da Parceria Atlantica Hotels e Childhood Brasil

No escritório da Atlantica Hotels Internacional (AHI), localizado em Alphaville/SP, além dos prêmios recebidos pela empresa na área de responsabilidade social, chama a atenção uma bonequinha de pano, com cabelo de lã, vestindo blaiser – ela retrata a vice-presidente Dináurea Cheffins. Foi confeccionada por jovens mães da Associação Lua Nova, de Araçoiaba da Serra, um dos projetos apoiados pela empresa através da parceria com a Childhood Brasil. A Lua Nova é considerada referência nacional na prevenção ao uso de drogas, AIDS, exploração sexual e gravidez na adolescência, entre meninas em situação de risco social.

Em agosto deste ano, Dináurea apresentou nos Estados Unidos, a parceria exitosa com a Childhood Brasil, que foca a prevenção da exploração sexual infantojuvenil e promoção do Turismo Sustentável, servindo de modelo e inspiração para outras empresas do setor.

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9
dez
2010

Turismo não combina com exploração

Exploração sexual de crianças e adolescentes não é turismo. É CRIME.

Campanha “Um gol pelos direitos de crianças e adolescentes” será lançada simultaneamente em 13 cidades, buscando a prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo

O Ministério do Turismo, em parceria com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília, lança hoje (09/12), uma campanha nacional de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. A mobilização acontecerá nas 12 cidades-sede de jogos da Copa de 2014, e também em João Pessoa (PB).

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8
dez
2010

Mídia pode levar mais informações para profissionais de saúde e educadores sobre o abuso sexual

A presença da mídia é superior à da lei para coibir os casos de abuso e exploração sexual entre crianças e adolescentes, na opinião do pediatra Lauro Monteiro, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), extinta em 2006 e atual editor do site Observatório da Infância. Ele frisa que, de forma geral, tem melhorado a capacitação dos profissionais de saúde, mas ainda falta muita informação para os educadores.

Como a sociedade vê hoje o abuso sexual infantojuvenil. Há ainda há muitos mitos?

Sexo ainda é tabu, muitas pessoas acham vergonhoso denunciar e acreditam que a violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre somente entre os mais pobres – o que não é verdade. A mídia tem mostrado que os casos de abuso são cometidos em todas as classes sociais e em todo o mundo, por médicos pediatras, padres e agora até por técnicos e treinadores esportivos.

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6
dez
2010

Professor: como agir diante de um possível caso de abuso sexual

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

Para a educadora italiana Rita Ippolito, há quase duas décadas no Brasil e organizadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, a prática da cidadania passa pela escola; os professores e educadores são os protagonistas desse processo, que envolve o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia dos direitos de seus alunos. Assim, é possível que, em algum momento, o educador se depare com uma criança em situação de abuso sexual. O que fazer? A seguir, algumas breves orientações.

Suspeita – “Se o professor tem uma suspeita, é importante que ele fale com o aluno”, afirma Rita. “O primeiro interlocutor fundamental é a criança e, para isso, o educador precisa conquistar sua confiança. Afinal, se o menino ou a menina sofreu de fato um abuso, pode considerar aquele adulto também como um inimigo.”

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3
dez
2010

A escola e uma cultura de proteção à infância e à adolescência

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

O papel da escola e de outras instituições educativas é fundamental na prevenção da violência sexual infantojuvenil. Afinal, no ambiente escolar crianças e adolescentes têm contato com as noções de cidadania, direitos humanos e diversidade e podem encontrar, na figura dos professores e educadores, adultos capazes de lhes escutar e orientar. “A escola é um lugar propício para criar uma verdadeira cultura de proteção à infância e à adolescência”, afirma a educadora Rita Ippolito, organizadora e coordenadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação que visa justamente informar e capacitar os educadores para proteger e acolher as vítimas da violência infantojuvenil.

Na época de elaboração do Guia Escolar, conta Rita, as escolas eram os lugares que menos notificavam os casos de abuso ou exploração sexual. “Os professores não tinham conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações realizadas eram muito pontuais e o ambiente escolar estava fora de toda a discussão sobre os direitos infantojuvenis no país”, lembra. “Era um absurdo: por mais carente que uma escola possa ser, sempre representa algo importante na vida de um menino ou de uma menina.”

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