29
dez
2010
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27
dez
2010

Pérola Byington – atendimento humanizado para casos de abuso sexual infantojuvenil

Fachada do Hospital Pérola Byington

Criado há dez anos, o Programa Bem-me-quer de Atendimento Especial às Vítimas de Violência Sexual, do Hospital Pérola Byington é considerado referência no Estado de São Paulo. Hoje, a maioria dos casos atendidos é de crianças com menos de 12 anos, violentadas dentro da própria casa. Os agressores mais comuns são: pais, padrastos e avós ou pessoas muito próximas da criança na comunidade onde vivem.

Normalmente, após a notificação do crime em uma delegacia de polícia, a vítima era obrigada a se deslocar, na maioria das vezes de madrugada, para um ponto distante da cidade para chegar ao Instituto Médico Legal (IML). Muitas acabavam desistindo de passar pela perícia, contribuindo para a impunidade dos casos e perpetuação do ciclo de agressões. Continue lendo

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22
dez
2010

Casa do Zezinho: polo de prevenção à violência doméstica e sexual

www.casadozezinho.org.br

Ela tinha apenas dez anos, quando chegou para a tia Dag, fundadora da Casa do Zezinho, e afirmou decidida:
- Quero ser prostituta!
A educadora levou um susto, mas se conteve, porque sabia que se começasse a dar lição de moral não resolveria nada.
- Por que você está fazendo esta cara, nunca pensou também em ser prostituta, tia Dag?, desafiou a garotinha.
Tia Dag pensou naquele momento que precisava falar a mesma linguagem e ainda tentar convencer a menininha de que era possível ter outra perspectiva de vida.
_ Ah, mas ser prostituta no Capão, não dá nada não! Além de não pagarem nada, você vai morrer cedo. O bom é ser “puta” em Brasília, lá sim elas ganham bem. Mas para ser prostituta lá você tem que estudar bastante, falar outras línguas, ser universitária….
A garotinha cresceu, passou a interessar-se pelos estudos, formou-se e hoje é uma ótima dentista.

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20
dez
2010

Recomendação do CNJ para depoimento especial de crianças em tribunais colabora para a punição dos agressores

Sala de depoimento especial equipada com recursos da Childhood Brasil e inaugurada em Recife em fevereiro de 2010

Prender o autor de violência sexual infantojuvenil é até hoje muito raro no Brasil, devido à dificuldade de obtenção de provas. Esse cenário deve começar a mudar com a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que os tribunais de todo o país adotem sistemas apropriados para colher o depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência nos processos judiciais. A proposta aceita por unanimidade foi apresentada em 9 de novembro de 2010, pela Conselheira Morgana Richa na 116ª Sessão do CNJ. “Estatísticas revelam que a responsabilização do agressor tem grau de incidência maior com o depoimento especial, porque a técnica a ambientação são apropriadas, além de ser um procedimento mais cuidadoso na efetividade da prova”, afirma Morgana. Conheça a recomendação

O depoimento especial é uma forma de ouvir a criança de forma digna e num ambiente menos intimidatório. Deve ser realizado em uma sala adaptada com sistema de áudio e vídeo, brinquedos, livros, lápis e canetas coloridos para que a vítima ou a testemunha de violência sexual possa se sentir mais acolhida e segura, em um ambiente mais confortável, para contar a sua história.

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17
dez
2010

Projeto com jovens e mães transforma vidas na Casa do Zezinho

Vista aérea da Casa do Zezinho

“É Agora José!
A festa começou
O povo apareceu
A noite esquentou
É agora José!
Você que tem nome
Que gosta dos outros
Você que faz o bem
Que ama e protege
É agora José!”

É com este rap, inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade “E agora José?” que a educadora Dagmar Garroux mobiliza a Casa do Zezinho, há 16 anos, transformando a vida de milhares de crianças e jovens de baixa renda. Sempre de jeans e camiseta, a presidente da instituição   não faz questão de títulos, sendo chamada inclusive pelo meio empresarial, carinhosamente apenas de Tia Dag. Hoje a instituição atende 1.200 crianças e jovens de 6 a 21 anos, dos bairros de Capão Redondo, Parque Santo Antônio e Jardim Ângela, zona sul da cidade de São Paulo e proximidades.

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15
dez
2010

Violência sexual infantojuvenil ainda é desafio para médicos

Atendimento na Fiocruz

Contar com uma equipe multidisciplinar capacitada para o atendimento de vítimas de violência sexual ainda é um privilégio, segundo a Dra. Ana Cristina Paixão, médica responsável pelo atendimento ginecológico da unidade materno-infantil do Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz, na cidade do Rio de Janeiro. Desde 1994, atendeu 71 casos de abuso sexual infantojuvenil com o apoio de uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais de pediatria, psicologia, psiquiatria, enfermagem e serviço social.

A médica frisa que ainda falta muita informação entre os profissionais de saúde para lidar com estes casos. Em sua tese de mestrado, Ana Cristina estudou as dificuldades encontradas no relacionamento entre médico e paciente, ao se tratar de casos de abuso sexual, ouvindo profissionais da área. Ela comparou o atendimento entre um centro de referência multidisciplinar e uma unidade básica que, por falta de treinamento e equipe especializada, ainda apresenta muitas limitações.

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