6
dez
2010

Professor: como agir diante de um possível caso de abuso sexual

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

Para a educadora italiana Rita Ippolito, há quase duas décadas no Brasil e organizadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, a prática da cidadania passa pela escola; os professores e educadores são os protagonistas desse processo, que envolve o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia dos direitos de seus alunos. Assim, é possível que, em algum momento, o educador se depare com uma criança em situação de abuso sexual. O que fazer? A seguir, algumas breves orientações.

Suspeita – “Se o professor tem uma suspeita, é importante que ele fale com o aluno”, afirma Rita. “O primeiro interlocutor fundamental é a criança e, para isso, o educador precisa conquistar sua confiança. Afinal, se o menino ou a menina sofreu de fato um abuso, pode considerar aquele adulto também como um inimigo.”

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3
dez
2010

A escola e uma cultura de proteção à infância e à adolescência

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

O papel da escola e de outras instituições educativas é fundamental na prevenção da violência sexual infantojuvenil. Afinal, no ambiente escolar crianças e adolescentes têm contato com as noções de cidadania, direitos humanos e diversidade e podem encontrar, na figura dos professores e educadores, adultos capazes de lhes escutar e orientar. “A escola é um lugar propício para criar uma verdadeira cultura de proteção à infância e à adolescência”, afirma a educadora Rita Ippolito, organizadora e coordenadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação que visa justamente informar e capacitar os educadores para proteger e acolher as vítimas da violência infantojuvenil.

Na época de elaboração do Guia Escolar, conta Rita, as escolas eram os lugares que menos notificavam os casos de abuso ou exploração sexual. “Os professores não tinham conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações realizadas eram muito pontuais e o ambiente escolar estava fora de toda a discussão sobre os direitos infantojuvenis no país”, lembra. “Era um absurdo: por mais carente que uma escola possa ser, sempre representa algo importante na vida de um menino ou de uma menina.”

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1
dez
2010

Ressignificar a violência, um passo para o tratamento

Sala de atendimento a autores de violência sexual em Goiânia

“Pedro [nome fictício] era o famoso pedófilo: apaixonado pelos adolescentes que abusava, tinha o nome de alguns deles tatuados em seu braço. Deve ter abusado de mais de cem adolescentes, embora constassem apenas dois no processo judicial. No início dos atendimentos, ele dizia que os meninos gostavam do abuso. Argumentava que não eram nada bobos e que alguns, inclusive, já tinham feito sexo com o tio ou até com o pai. Ele não conseguia compreender que essas relações incestuosas já eram abusivas, que os meninos já tinham sido abusados antes.”

Essa história é contada pela psicóloga Karen Michel Esber, pesquisadora e consultora em atenção à violência, de Goiânia (GO). De modo pioneiro no país, Karen e outros profissionais desenvolveram o Programa de Atendimento ao Autor de Violência Sexual, como parte do projeto Invertendo a Rota, realizado pela Universidade Católica de Goiás entre 2004 e 2007. Segundo ela, o acompanhamento terapêutico pode diminuir os casos de reincidência entre os agressores que já cumpriram sua punição legal. “Esses sujeitos precisam de atendimento. Não adianta só punir, só encarcerar, mantê-los atrás das grades”, diz ela.

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29
nov
2010

Doações: como contribuir para disseminar a causa

A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”

Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela.

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26
nov
2010

Matéria jornalística gera a prisão de rede de exploração sexual no município de Pombal

Traçar a radiografia da exploração sexual de crianças e adolescentes na Paraíba e debater os caminhos para enfrentar este crime foi a corajosa proposta do repórter Wendell Rodrigues, da TV Correio (afiliada da Rede Record), quando se inscreveu na 5ª edição do Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, realizado pela Childhood Brasil em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI. Apesar da consolidada experiência profissional, de ter pesquisado sobre tema e aprendido muito nas oficinas oferecidas aos vencedores do Concurso, Wendell não tinha idéia de quantos obstáculos enfrentaria com sua equipe para conseguir realizar a reportagem, nem da repercussão que isso geraria.

Foram quase cinco mil quilômetros percorridos por dezenas de cidades na Paraíba, durante três meses de investigação. O resultado foi a série Juventude Vendida, que recebeu Menção Honrosa no Concurso Tim Lopes na categoria Televisão, com seis matérias veiculadas em agosto, nos principais telejornais da região (Correio Verdade e Jornal do Correio).

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24
nov
2010

Childhood Brasil lança sistematização de programa de enfrentamento à exploração sexual infantojuvenil nas estradas

Capa da publicação da sistematização

Lançado oficialmente em novembro de 2006, o Programa Na Mão Certa está fundamentado num Pacto Empresarial contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras, proposto pela Childhood Brasil em parceria com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a Organização Internacional do Trabalho.

Cinco anos depois, em outubro último, a Childhood lançou uma publicação com a sistematização desta experiência que se consolida como um modelo de sucesso.

Clique aqui e conheça a trajetória do Programa Na Mão Certa, cujo Pacto Empresarial tem número recorde de adesões no Brasil: já são mais de 800 signatárias, entre empresas de diferentes portes e setores, e entidades empresariais.

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