21
fev
2017

Childhood Brasil participou da 18ª Convenção Anual da parceira Atlantica Hotels

post_blogAconteceu no dia 9 de fevereiro, a 18ª edição da Convenção Anual da Atlantica Hotels, com o tema “Desafio de Gigantes”. O encontro que reúne as lideranças de todos os hotéis da administradora abriu um espaço de destaque para a parceria com a Childhood Brasil, reforçando o posicionamento e a importância do engajamento dos colaboradores da rede no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, destacando a causa no setor de hospitalidade.

Durante o evento, Eduardo Giestas, CEO da Atlantica Hotels, declarou que a intenção de qualquer empresa deve ser a transformação. “Junto com o time da Atlantica, podemos alcançar novos patamares de realizações, sempre com valores compartilhados por toda a organização”, frisou o executivo.

A responsabilidade social é uma diretriz que está na gestão do negócio, pautada desde 2005 com a adoção do Código de Conduta do Turismo Contra Exploração Sexual de crianças e adolescentes e a realização de ações contínuas com colaboradores e hóspedes.

A convocação para o engajamento à proteção de crianças e adolescentes

Em sua apresentação a Childhood Brasil destacou a importância do olhar atento que os colaboradores dos hotéis devem ter para proteção de crianças e adolescentes contra a exploração sexual. Como importante argumento, foram apresentadas informações sobre o cenário da a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, como: Apenas 7 em cada 100 casos* de exploração sexual de crianças e adolescentes são denunciados (*Estimativa de dados do Disque 100).

A dedicação de educar os hóspedes sobre essa causa, denunciar situações suspeitas e arrecadar doações permite que a Childhood Brasil possa avançar com projetos como o Depoimento Especial. E ressalta o apoio com a Atlântica Hotels: “Com a parceria deles, vamos continuar vencendo os gigantes”.

Mesmo quando ocorre a denúncia, o desafio de proteger crianças e adolescentes continua no Sistema de Justiça. Garantir o direito a proteção de meninas e meninos vítimas de violência é a missão da Childhood Brasil.

Eva Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresariais da instituição também, evidenciou os avanços e novos desafios com o Projeto Depoimento Especial, da Childhood Brasil em parceria com o Conselho Nacional de Justiça, em que a criança é ouvida uma única vez, com uma linguagem adequada e em um espaço acolhedor e separado. Réu e vítima não se encontram. “Isso garante que a criança possa contar os fatos livremente e não é revitimizada”, explica. Ela mencionou também um resultado que se destaca: “A aplicação desta metodologia pelo judiciário amplia as chances de responsabilização do agressor, que sobem para 70%”.

Vozes no Silêncio

Para reforçar o chamado de engajamento a Childhood Brasil contou com uma convidada especial, Renata Coimbra Libório, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo, ela apresentou com exclusividade o teaser de seu documentário “Vozes no Silêncio”. No filme, ela relata a sua história e a de oito mulheres que, na adolescência, viveram em situação de exploração sexual.

De acordo com Renata , crianças e adolescentes não escolhem se “prostituir”, mas são aliciadas para a exploração sexual, por meio de redes articuladas que atuam em diferentes setores, tais como o transporte rodoviário nas estradas, em grandes obras de infraestrutura e no turismo de negócios. “Escolhas preveem opções. E quem em sã consciência escolheria o sofrimento? Para milhares de meninos e meninas na exploração sexual a única vivência experimentada é a violência”, explica.

Como militante da causa, Renata contou ter acompanhado de perto as marcas dada exploração sexual em meninas e destaca a importância das ações feitas pelos hotéis da Atlântica Hotels em parceria com a Childhood Brasil. “Saber que existem pessoas realmente engajadas na proteção de crianças e adolescentes me enche de esperança de que o meu trabalho fez e ainda faz sentido e, certamente, encontra sinergia no “desafio de gigantes” para juntos seguirmos construindo a “rede de proteção”, comemora Renata. Ela finaliza apontando que romper o ciclo de violência está ao alcance de cada um de nós e que devemos juntar forças para isso.

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