26
fev
2018

Boas práticas: o Bem Me Quer Terê é conhecido como referência no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violências

Sabendo da importância de disseminar iniciativas que reforcem a proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violências sexuais, a Childhood Brasil desenvolveu uma publicação que apresenta oito exemplos bem-sucedidos de Centros de Atendimento Integrado no Brasil e fora dele. A publicação Centros de Atendimento Integrado a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violências: Boas Práticas e Recomendações para uma Política Pública de Estado tem o objetivo de incentivar municípios para que eles possam adequar seus sistemas de atendimento de acordo com a Lei 13.431/2017, que entra em vigor no país em abril de 2018.

Localizado em Teresópolis, cidade serrana do Rio de Janeiro, a iniciativa Bem Me Quer Terê funciona há quatro anos e é uma das experiências apresentadas como uma boa prática de centro integrado. Desde 2012, os gestores da região vinham buscando um formato de centro que, além de protetivo e qualificado para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, atendesse às características de um município de médio porte.

O projeto de Teresópolis saiu do papel e começou a funcionar dentro do Centro de Atendimento Materno Infantil logo após o Tribunal de Justiça implantar o Núcleo de Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes (Nudeca) na capital do Estado. A unidade contava com equipes da Saúde e Segurança Pública, assim como a Polícia Civil. Em meados de 2015, a iniciativa foi instituída por Decreto Municipal e se transformou no programa Bem Me Quer Terê, que atualmente funciona em um prédio administrativo da prefeitura.

1

Além de servir como articulador da rede de atenção e proteção do município, o centro oferta um serviço integrado nas áreas de saúde e de segurança pública, sendo composto pelos seguintes órgãos:

- Secretaria Municipal de Saúde;

- Secretaria de Segurança Pública/Polícia Civil;

- Ministério Público/Promotoria da Infância e Juventude.

A fim de facilitar o fluxo de atendimento das vítimas, o Bem Me Quer Terê fica localizado no mesmo edifício da Secretaria de Saúde e é vizinho das sedes de órgãos como o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Ministério Público. Tal proximidade possibilita que o processo de atendimento seja realizado em menos tempo e, com isso, seja menos traumático para as crianças e seus familiares.

Por ter sede própria e não funcionar como um apêndice dos hospitais municipais, o centro conta com um ambiente simples e aconchegante. Há pequenas decorações espalhadas em alguns locais, como adesivos em paredes e bichinhos de pano, e toda a parte lúdica, com brinquedos, livros e jogos, fica na sala de atendimento da psicologia.

2

A equipe é composta por cinco profissionais da área da saúde, sendo uma coordenadora para a área de serviço social, uma psicóloga, um assistente social, uma enfermeira e uma médica hebiatra.

Para os profissionais da rede de atenção e proteção que atuam no local, o Bem Me Quer Terê facilitou seu trabalho, qualificou o atendimento e tornou mais protetiva a ação junto a crianças e adolescentes. A conselheira tutelar Renata Coelho afirma que “ter o Bem Me Quer foi um alívio, pois sei que agora há um serviço de referência que vai acompanhar os casos”.

Quer conhecer mais sobre essa e outras iniciativas? Confira a publicação na íntegra.

 

Esta entrada foi publicada em crianças, crianças e adolescentes, depoimento especial e marcada com a tag , . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Os comentários estão encerrados.

As ideias e opiniões expressas neste blog não refletem necessariamente a opinião da Childhood Brasil. Nos reservamos o direito de aprovar os comentários submetidos pelos visitantes do sitepara publicação. Não serão publicados comentários de conteúdo discriminatório, que incitem qualquer tipo de violência, que não estejam relacionados ao tema foco do blog - proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, ou de caráter duvidoso, não comprovado.